PERIGO

Focos de incêndio em local abandonado no Joaquim Távora preocupam moradores da região

O Corpo de Bombeiros e a Secretaria da Segurança Pública não souberam responder o número de ocorrências registradas sobre o caso naquela região

19:16 · 17.08.2018 / atualizado às 19:27
lixo
Segundo o Corpo de Bombeiros, a situação no local é bastante complicada por falta de colaboração dos cidadãos que frequentam a área ( Foto: JL Rosa )

Montes de entulho, vegetação acrescida e lixo acumulado ocupam a Avenida Rui Barbosa, em cruzamento com a Rua Francisco Alves Teixeira, no bairro Joaquim Távora— endereço onde, antigamente, abrigava-se o Parque Recreio, em Fortaleza. A população que mora e frequenta a região reclama do caos ocasionado pelo abandono do local. A denúncia foi feita através da ferramenta VCrepórter

Condomínios, casas, pequenos comércios, e até mesmo um colégio infantil estão em volta do empreendimento que faliu ano passado. Entre as principais críticas, a população reclama dos recorrentes casos de foco de incêndio iniciados no local.

Lilian Bastos, mãe de uma criança que estuda em uma escola próxima ao antigo restaurante, denuncia a situação alarmante. "Faz uns três dias que alguém ateia fogo, e quando é de manhã, que a gente vai deixar as crianças na escola, tem um fumaceiro enorme. Como tem várias crianças, pode até gerar um problema respiratório", reclama a vendedora.

O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) explica as constantes ocorrências registradas. "Ontem, uma guarnição nossa, por volta de 15 horas, já tinha ido nesse local três vezes", revela a Capitã Juliany Freire.

A oficial complementa que a situação no local é bastante complicada por falta de colaboração dos cidadãos que frequentam a área. "As pessoas amontoam lixo e ateiam fogo. Então é algo realmente provocado, não é acidental. É uma coisa que traz uma série de prejuízos não só às pessoas do entorno, mas também à gente, que gasta muita água para combater isso", comenta a Capitã, que completa afirmando que precisa haver um trabalho de conscientização para que o caso não volte a acontecer.

Lilian Bastos reforça que o perigo no local é maior devido às características de um espaço abandonado. "O que preocupa também é o fato de lá ter muitas plantas, e talvez esse fogo se alastrar em uma área comercial e residencial", finaliza a mãe que completa: "do jeito que está não pode ficar".

Questionado sobre a quantidade de ocorrências registradas no local, o CBM informou que, pelo fato de o acionamento das guarnições ser feito via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) era responsável pelos dados. Procurada, a instituição comunicou não saber dos números, afirmando que o CBM deveria responder à demanda. 

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