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Feira de Tecnologia reúne projetos de alunos da Unifor

O tema "Cidades Inteligentes e Sustentáveis" instigou os presentes a refletir sobre uma cidade do futuro

12:23 · 09.06.2018 / atualizado às 13:47
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A técnica Biomimética esteve atuante no trabalho da disciplina de introdução à Engenharia ambiental e sanitária ( Foto: José Leomar )

Estudantes, professores e público em geral se reuniram, neste sábado (9), na sétima edição do "Dia T", evento promovido pelo Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da Universidade de Fortaleza (Unifor). 

Alunos do CCT apresentaram trabalhos inovadores desenvolvidos ao longo do semestre 2018.1. O tema "Cidades Inteligentes e Sustentáveis" instigou os presentes a refletir sobre uma cidade do futuro. 

"A maioria dos alunos apresentado hoje é do primeiro semestre. A ideia é motivá-los, visto que o aluno que acaba de chegar tem um pensamento de que estudar é pegar o livro e fazer um exercício. Mas não é só isso, é resolver problemas", destacou o diretor do CCT, Jackson Savio. 

A união entre teoria e prática levou cerca de 2.500 pessoas à edição deste semestre. São duas por ano. Os cursos representantes foram Engenharias, Ciências da Computação, Arquitetura e Urbanismo, Análise e desenvolvimento de Sistemas, Energias Renováveis e graduação tecnológica de Construção de Edifícios. 

Isabela Aureli está no segundo semestre de Arquitetura e participou do evento pela segunda vez. Levou para expor um projeto urbanístico sobre a malha cicloviária de Fortaleza. Garante que o melhor mesmo é ver os trabalhos dos colegas veteranos e se inspirar mais.

Já Marjorie Martins está no nono período do mesmo curso. Leu, na disciplina de "Arquitetura Paisagística", o livro Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, e desenvolveu então um protótipo da cidade dos mil poços, com duas religiões. 

Da engenharia de Produção, um dos trabalhos mostrados foi o resultado da disciplina Introdutória, que pediu aos alunos que desenvolvessem uma cadeira adequada ao perfil antropométrico do indivíduo nascido em Fortaleza.

"Isso é pensar em Ergonomia. É se adaptar ao nativo, de acordo com normas que já existem. Porque sentar numa cadeira desconfortável traz problemas, como dores na lombar, má postura..." relatou o professor da disciplina, Adones d'Oliveira.

Os criadores de um dispositivo que motoriza cadeira de rodas a um preço acessível, Amanda Azevedo, Matheus Miranda e Jeferson Ferreira, mostraram o produto com orgulho. Eles acreditam que o dispositivo possa ser comercializado por, no máximo, R$3.000. Atualmente, o mercado oferece o mesmo por R$7.000.

A técnica Biomimética esteve atuante no trabalho da disciplina de introdução à Engenharia ambiental e sanitária, do curso de mesmo nome. O professor Oyrton Monteiro orientou os 15 alunos da turma a observarem a natureza para buscar modelos inspiradores reais de solucionar problemas.

A turma criou sete produtos que objetivaram reduzir os trantornos da escassez de água. "Tudo foi feito com produtos reutilizáveis e reaproveitados, a custo quase zero", explicou a monitora da disciplina, Ana Beatriz Sales. 

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