Nesta sexta (13)

Estudantes bloqueiam Av. Washington Soares por morte de universitária

Dois dois suspeitos de terem cometido o crime foram presos ainda na quinta-feira, segundo a SSPDS-CE

Indignados e clamando por justiça e segurança, estudantes bloquearam a Av. Whashington Soares, chamando a atenção para o caso ( Foto: José Leomar )
11:34 · 13.04.2018 / atualizado às 12:31
Cecília Rachel Gonçalves Moura morreu após ser atingida na cabeça por um disparo de arma de fogo no Parque Manibura, na manhã da quinta-feira (12) ( Foto: José Leomar )

A morte da estudante universitária e estagiária dos ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPCE) Cecília Rachel Gonçalves Moura, 23, após ser atingida na cabeça por um disparo de arma de fogo no Parque Manibura, na manhã da quinta-feira (12), causou grande comoção em todo o Estado pela crueldade com a qual o crime foi cometido. Indignados e clamando por justiça e segurança, alunos da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde a vítima fazia faculdade de Direito, além de professores, coordenadores e representantes da OAB realizaram um ato de protesto na manhã desta sexta (13) e bloquearam a Av. Washington Soares por 30 minutos, chamando a atenção para o caso.

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Dezenas de estudantes vestidos de preto bloquearam a avenida bradando "Cecília, presente" e "Governador, os vivos gritam". O namorado de Cecília também discursou. O ato foi mobilizado pelo Centro Acadêmico de Direito da Unifor, curso de Cecília, e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade. A estudante de direito e parte da organização do movimento, Carla Mariana (20), explica que levar a mobilização para a rua é uma forma impedir o caso de passar em branco. "A gente fez um momento de silêncio no hall do bloco K, que é o bloco do Direito, onde se reuniram várias pessoas vestidas de preto em luto. E, depois desse momento, a gente veio para a Washington Soares para fechar em mobilização pelo que aconteceu não só com a Cecília, mas pela violência do Estado, em geral, para dar visibilidade para que o próprio governador veja e para que não fique algo só dentro da Universidade", ressalta a estudante. 

A professora do curso de Direito, Joyceane Bezerra, ressalta a importância da inquietação dos jovens: "Independentemente de ter ensinado ou não a Cecília, ela é uma aluna, é alguém que começava os sonhos, era colega do meu filho. Então, quando os estudantes sofrem uma perda tão prematura no cenário em que a nossa segurança vêm sendo ameaçada, eles de alguma forma se mobilizam e sentem a força do movimento social para dizer: 'nós precisamos de uma reação institucional', uma resposta".

Até as 10h35 da manhã, os estudantes formaram barreiras humanas no cruzamento da Avenida Washington Soares com a Avenida Doutor Valmir Pontes. Dando as mãos e bradando "Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil", os estudantes depois seguiram para dentro da universidade, finalizando o ato.

Cecília Moura foi baleada na Rua Vereador Pedro Paulo, no bairro Parque Manibura. De acordo com a Polícia Civil, a estudante conduzia seu carro quando foi abordada e lesionada por dois homens. Após ser baleada, ela perdeu o controle do automóvel, e chocou-se contra um muro. A jovem ainda foi levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), mas não resistiu.

Dois dois suspeitos de terem cometido o crime foram presos ainda na quinta-feira, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE).

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