Melhores índices

Em janeiro, número de casos de dengue é 25 vezes menor; chikungunya também registra queda

O período chuvoso ainda está no começo e, de acordo com o histórico, os meses de maior incidência das arboviroses vão de março a maio

12:38 · 15.02.2018 / atualizado às 14:34
dengue
Os casos de chikungunya também apresentaram diminuição, foram 61 registros, até agora, contra 421, no mesmo período de 2017 ( Venilton Kuchler / ANPr )

Em todo início de ano, o clima chuvoso e as precipitações reavivam o problema das arboviroses. Com a permanência dos focos de reprodução do mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya, as doenças obedecem novamente ao ciclo epidêmico, apresentando maior número de casos nos meses do primeiro semestre do ano.

2018, no entanto, apresenta - até o momento - redução significativa na incidência de dengue. Em Fortaleza, o registro de casos confirmados foi 25 vezes menor em relação a janeiro do ano passado. Foram 50 casos confirmados, até a 6ª semana de 2018, contra 1.236, em janeiro de 2017.

Segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS), os casos de chikungunya também apresentaram diminuição, foram 61 registros, até agora, contra 421, no mesmo período de 2017.

O gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos, Atualpa Soares, diz que é preciso esperar o fim das precipitações para termos ideia real dos resultados.
 
"O período chuvoso ainda está no começo e, de acordo com o histórico, os meses mais incidentes vão de março a maio. Já é um bom começo, um indicativo de que esse ano podemos ter melhores resultados, mas também é muito cedo para falar".
 
Auxílio da população é fundamental
 
Segundo Soares, a redução drástica se deve, em grande parte, pela população. "Se a gente tem sucesso, 80% dele é da população, pois 8 em cada 10 focos do mosquito ficam dentro de domicílios".
 
Além disso, o titular destacou o trabalho mais intenso a partir da criação do Comitê Permanente Intersetorial de Enfrentamento às Arboviroses, em 2017, que implantou ações de combate e conscientização intersetoriais, "trabalhando melhor os dados de regiões e o seu histórico, além de estratégias de comunicação e pesquisa", afirma.

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