Corpo de Bombeiros do Ceará admite que número de profissionais não é o suficiente para fiscalizar casas noturnas - Cidade - Diário do Nordeste

Corpo de Bombeiros do Ceará admite que número de profissionais não é o suficiente para fiscalizar casas noturnas

Suzane Saldanha | 17h27 | 28.01.2013

Atualizado às 19h18

O Corpo de Bombeiros do Ceará informou nesta segunda-feira (28) não ter profissionais suficientes para vistoriar todas as boates e casas de shows que existem na Capital. Conforme o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Leandro Nogueira, o órgão conta com três equipes com dois profissionais para fazer esse tipo de fiscalização. "O efetivo do Corpo de Bombeiros não é suficiente. Se a gente tivesse condições de colocar 10, 20, 30 equipes em campo seria muito melhor".

Na madrugada de domingo (27) 231 jovens morreram em incêndio em boate no Rio Grande do Sul Foto: Germano Roratto/Agência RBS/Folhapress 

A tragédia que resultou na morte de 231 pessoas na boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, acendeu um alerta em todo o país quanto a segurança das casas de show. O Corpo de Bombeiros é o responsável por verificar a parte de segurança contra incêndio de todos os estabelecimentos de diversão no Ceará.

Nesta segunda-feira, 7 casas de show, nos bairros Praia de Iracema, Avenida Beira-Mar e Edson Queiroz, foram vistoriadas em Fortaleza. "As vistorias já ocorriam, agora com a tragédia estamos intensificando", informou o tenente-coronel Leandro Nogueira.

Para o estabelecimento funcionar é preciso apresentar um projeto do sistema de segurança para os bombeiros, após isso, os profissionais vão ao local para verificar se a parte física do equipamento está funcionando. "Só iniciam com a autorização do Corpo de Bombeiros, se tem alguma casa de show que tá funcionando sem a autorização, está funcionando clandestinamente", segundo Leandro Nogueira.  

A Secretaria Executiva Regional é a responsável por liberar o alvará de funcionamento dos estabelecimentos, mas só pode conceder com o certificado de conformidade repassado pelo Corpo de Bombeiros. Depois de liberado, o estabeleciomento tem o prazo de validade de um ano para regularizar o certificado.

Ao todo, Fortaleza conta com quase 500 fiscais, de acordo com a secretária de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) Águeda Muniz. "É um número pequeno, mas nós vamos tentar com eles fazer as primeiras iniciativas".

Secretaria implanta estratégia para fiscalizar estabelecimentos de diversão


Em reunião, a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma) deliberou a todas as Secretarias Executivas Regionais e Corpo de Bombeiros, um plano de estratégia da operação "Ambiente seguro, diversão garantida".

Secretária informou que vai elaborar um relatório sobre a situação dos estabelecimentos Foto: Fabiane de Paula

As SERs têm o prazo de 72h para levantar a existência dos equipamentos de entretenimento existentes na Capital. Conforme Águeda Muniz, no primeiro momento será feito um levantamento de boates, bares e casas de show, em suas jurisdições. Os levantamentos serão realizados através de alvarás de funcionamentos emitidos e por pesquisas na internet por casas de show em bairros de cada Regional.

Após a apuração, vão ser realizadas as vistorias nos estabelecimentos levantados. A Seuma informou que irá ceder um fiscal para cada Regional, a fim de ajudar nestas vistorias. Para a Secretaria Regional do Centro (Sercefor), vão ser cedidos 10 fiscais da Seuma, pois entende-se que esta é uma área de maior complexidade, devido a vários bares e boates funcionando em prédios antigos.

Nas vistorias, serão observados: alvará de funcionamento, licença ambiental, registro sanitário e autorização para uso de equipamento sonoro, segundo a Secretaria. O proprietário deve apresentar todos estes documentos, que precisam estar com sua validade em dia.

Ao final da operação a Seuma informou que vai elaborar um relatório sobre a situação encontrada nos estabelecimentos na cidade.

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