IMUNIZAÇÃO

Ceará tem nove dias para atingir a meta de vacinação contra a poliomelite e o sarampo

O estado atingiu 66,34% em relação à poliomelite, e 66,22% em relação ao sarampo. Contudo, o objetivo é chegar a 95% até o fim do mês

12:18 · 22.08.2018 / atualizado às 14:01
Vacina
O público-alvo da campanha são crianças na faixa etária de um (1) a menos de cinco (5) anos ( Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

A campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo no Ceará atingiu mais de 60% do público-alvo, faltando nove dias para o fim do período. A meta é vacinar, pelo menos, 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e a reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil.

O campanha é focada em crianças na faixa etária de 1 a menos de 5 anos. As doses aplicadas contra a poliomelite somam 337.769 (66,34% da meta) crianças imunizadas, em todo o Ceará. Em relação ao sarampo, 337.165 (66,22%) crianças receberam a vacina.

Vacinômetro

“O índice era o esperado, pois temos alcançado semana a semana, que é um parâmetro inclusive do Ministério da Saúde. Até o fim da campanha, no dia 31, a gente espera conseguir os 95%. Até lá não deixamos de orientar os pais e ligar para os municípios para garantir que nossas crianças sejam vacinadas”, revela a coordenadora de Imunizações do Ceará, Ana Vilma Leite Braga.

A coordenadora ainda comenta sobre a diferença entre os números de ambas as vacinas. Ela lamenta que exista a disparidade. "É oportunidade perdida. Na verdade, ao chegar na unidade de saúde, a criança deveria tomar logo as duas. A que protege contra o sarampo, também imuniza contra rubéola e cachumba, mas é por agulha, injetável, e muitas crianças ainda temem, mesmo ela sendo menor que em geral", completa.

Surtos

Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e no Amazonas. Até o dia 25 de julho, foram confirmados 822 casos no somatório dos dois estados. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).  O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e à presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

Todos os estados do país foram abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

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