ALERTA

Casos de dengue, chikungunya e zika ultrapassam 10 mil em 2017 no Ceará

Casos de chikungunya lideram o número de registros de arboviroses; uma morte já foi confirma neste ano

Grande número de casos confirmados servem de alerta para os órgãos de saúde e para a população. ( FOTO: Bruno Gomes )
13:59 · 21.04.2017 / atualizado às 15:10

O mais recente boletim de arboviroses - doenças transmitidas por insetos - divulgado pela Secretaria de Saúde do Ceará aponta que o número de casos somados de dengue, chikungunya e zika chegou a 10.323 até o início do mês de abril desde ano.

Chikungunya 

Casos de chikungunya lideram o número de registros de arboviroses. Somente este ano, a Sesa já confirmou 6.217 casos, sendo a maior parte em mulheres (52,9%). As cidades com as maiores taxas de incidência são Baturité, Catarina, Tejuçuoca, Aracoiaba, Ocara e Pentecoste.

Em 2016, foram confirmados 37 óbitos. Dos óbitos confirmados, 56,7% residiam em Fortaleza. Já em 2017, uma morte foi confirmada.

Dengue

Quando à dengue, o número de casos neste ano já soma 4.052. Foram registrados 82 cidades do Estado. A maior parte em homens (75,4%). Em 2017, foram notificados 21.567 casos de dengue, distribuídos 166 municípios, destes, 18,7% (4.052) foram confirmados. Até o momento, duas mortes por dengue grave foram confirmados, ocorridos em Fortaleza e Maracanaú.

Zika

Em 2017, foram notificados 560 casos suspeitos, destes, 54 foram confirmados em quatro municípios do Estado. Destacam-se os municípios de Caucaia, Independência, Fortaleza e Brejo Santo com 181, 88, 69 e 22 casos notificados, respectivamente, o que resulta em 68,2% das notificações do Ceará. Do total 10 foram em gestantes.

Combate ao Aedes

Tampar e lavar reservatórios de água são ações importantes para o combate ao Aedes aegypti. A limpeza deve ser periódica com água, bucha e sabão. O ministério da Saúde recomenda que ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Água sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas. Mas é importante lembrar que ela não pode ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais.

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