Protesto

Caminhoneiros voltam a bloquear trecho da BR-116, no município de Itaitinga

Manifestações também ocorrem no município de Chorozinho e em trechos das cidades de Jati e Tianguá

No km 545 da BR-116, no município de Jati, Sul do Estado, caminhoneiros seguem com a manifestação iniciada na última segunda-feira (21) ( Foto: Luiz Carlos )
09:02 · 23.05.2018 / atualizado às 12:34
Bloqueio no km 18 da BR-116 gerou grande congestionamento na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) ( Foto: Cláudio Oliveira Filho/VC Repórter )

Iniciada na última segunda-feira (21), a paralisação dos caminhoneiros autônomos do País voltou a registrar manifestações no Ceará nesta quarta-feira (23). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes voltaram a bloquear um trecho do quilômetro (km) 18 da BR-116, no município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Ainda conforme a PRF, há manifestações também no km 70 da BR-116, no município de Chorozinho, onde aproximadamente 800 caminhões ocupam 6 km do acostamento, bloqueando totalmente o trânsito de veículos de carga. Além disso, um trecho do km 545 da rodovia federal, na cidade de Jati, no Sul do Estado, também está bloqueado.

No fim desta manhã, os agentes rodoviários também registraram uma manifestação no km 334 da BR-222, na cidade de Tianguá. Conforme a PRF, há informaçõe sobre filas de caminhões nos dois sentidos da rodovia, que está bloqueada para veículos de carga. 

Reivindicações 

Os atos reivindicam a redução no preço dos combustíveis, que passaram por uma série de aumentos nas últimas semanas. Nesta quarta-feira, inclusice, os postos da Capital voltaram a elevar os valores cobrados pelo litro do diesel e da gasolina, que atingiu R$ 4,89.

Conforme a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), as manifestações devem continuar em todo o País, apesar de o governo federal ter acertado a redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) que incide sobre o preço do diesel. O presidente da Abcam, que organiza o movimento da categoria, José da Fonseca Lopes, afirmou que a redução não é suficiente.

"Isso não resolve o problema, a gente quer ser ouvido. Queremos que os tributos no óleo diesel sejam zerados. A Cide representa 1% dos tributos que incidem no combustível", disse Lopes em resposta a questionamento sobre a possibilidade da paralisação dos caminhoneiros ser suspensa após o anúncio feito pelo governo federal.

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