Segurança Pública

Ato no Parque do Cocó em solidariedade à família de universitária morta pede o fim da violência

Cecília Moura foi vítima de um latrocínio na última quinta-feira (15) quando trafegava pelo Parque Manibura

13:16 · 15.04.2018 / atualizado às 13:17
PROTESTO
Em sua maioria vestidos de preto em sinal de luto, o grupo fez um minuto de silêncio por todas as vidas perdidas no Estado ( Foto: Kid Junior )

Um ato originado nas redes sociais ganhou espaço físico, na manhã deste domingo (15), ao pedir por mais empenho nas ações de segurança pública no Estado, em especial na Capital. Tendo como gancho a morte da estudante Cecília Moura, vítima de um disparo de arma de fogo na última quinta-feira (12), diversas pessoas se reuniram no Parque Ecológico do Cocó em solidariedade à família da jovem e para pedir o fim da violência.

Em sua maioria vestidos de preto em sinal de luto, o grupo fez um minuto de silêncio por todas as vidas perdidas no Estado, fizeram uma oração e cantaram o hino nacional. Uma bandeira do Brasil chegou a ser estendida no chão com uma cruz. Entre os presentes, universitários da mesma instituição de ensino onde Cecília estudava Direito. 

A advogada Ana Karina de Sousa, criadora de um grupo na internet para divulgar o ato, disse que a reação das pessoas foi imediata ."Todos já queriam ir às ruas. O cidadão está com medo de viver pois sabe que a qualquer momento pode ser vítima de uma violência. Independente de partido político, de profissão, de status, independente de morar na rua ou em uma casa, todos merecem segurança", disse.

Para Mariana Posses, representando o movimento Renasce e o SOS Ceará, os problemas de segurança fez com que o fortalezense mudasse seus hábitos, passando a ficar mais em casa. Ela ressalta a necessidade da população se unir para reivindicar. Também no protesto, o advogado e ex-presidente do Conselho de Segurança Pública do Estado do Ceará, Leandro Vasques, disse que o gesto de solidariedade não é apenas pela família de Cecília, mas por todas que perderam seus entes para a violência. 

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