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Associação abre processo seletivo gratuito para cursos técnicos e pré-Enem

Não há quantidade de vagas pré-estabelecida. O número será definido a partir dos resultados obtidos durante a seleção dos candidatos

A seleção ocorrerá em até quatro etapas, todas eliminatórias, sendo os candidatos informados dos resultados de cada uma delas pelo site e redes sociais do projeto ( Foto: Suami Dias/ GOVBA )
13:42 · 22.08.2018

A Associação Oportunize está com inscrições abertas para o processo seletivo de 2019. O projeto disponibiliza vagas em cursos técnicos e com preparação pré-Enem para jovens em busca de qualificação e profissionalização.

Para se inscrever, o interessado precisa ter mais de 16 anos — mas não há idade máxima. A seleção ocorrerá em até quatro etapas, todas eliminatórias, sendo os candidatos informados dos resultados de cada uma delas pelo site e redes sociais do projeto. 

A quantidade de candidatos selecionados será definida a partir dos resultados obtidos nas etapas do processo; o valor do investimento necessário para cada bolsa integral a ser ofertada; e os recursos financeiros disponíveis.

“Nosso objetivo com o projeto era contribuir com a educação daqueles que, embora muito se esforçassem e se dedicassem aos estudos, não conseguiam atingir seus sonhos, por conta de dificuldades financeiras”, explica o servidor público Hugo Mendonça, um dos fundadores da Oportunize.

Legado

"O que fazer para mudar o mundo?". Essa pergunta, provavelmente, passa pela cabeça de todas as pessoas que pensam em fazer a diferença no mundo. Em 2005, esse questionamento e o incomôdo com as desigualdades sociais motivaram 18 amigos a criar a "Associação Oportunize".

Há 12 anos, quando os primeiros jovens foram "oportunizados" — como são chamados os beneficiados — os funcionários púbicos responsáveis pela criação do projeto tinham uma meta em comum: propocionar a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, as mesmas condições de estudo que tinham os filhos dos fundadores.

"A ideia surgiu a partir de um incômodo partilhado por um grupo de amigos. Nós éramos todos servidores públicos, com uma vida razoável, e com os filhos em bons colégios. Mas sabíamos que havia uma série de outros estudantes extremamente dedicados, comprometidos e esperançosos, mas não atingiriam os sonhos por conta do embaraço financeiro", revela Hugo Mendonça.

Desde a criação do projeto,  dezenas de jovens já foram “oportunizados”. uma delas é Géssyka de Sousa, uma das primeiras integrantes, que participou da Oportunize em 2006. “É muito comum a gente ouvir que para chegarmos onde queremos, só é necessário esforço. Mas, infelizmente, as oportunidades não são as mesmas para todos. Por isso, eu acredito muito nessas iniciativas de pessoas que criam outras possibilidades, que educação pública ainda não permite”, ressalta a jovem que possuía bolsa de estudos concedida pela associação e ingressou no curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Outra oportunizada é Fernanda Braga, advogada que participou da associação em 2007, quando estava no terceiro ano do ensino médio. A jovem revela o apego que criou com os integrantes do projeto — que avalia como "excelente". "O acompanhamento era muito bom, a gente tinha até psicológo. Foram pessoas que realmente viraram amigas para a vida toda", revela Fernanda. "O meu sonho é ter establilidade, passar em concurso, e ser uma oportunizadora", completa a advogada que pretende compor o grupo de oportunizadores futuramente.

Sonhos

"A gente trabalha com essa ideia de atingir o sonho. Então se o candidato tem o sonho de ser engenheiro, ele marca a opção para a gente pagar um cursinho pré-Enem para ele fazer a faculdade que ele quer; ou então, se o sonho for ser 'dono de oficina mecânica', ele marca a opção para ter um curso profissionalizante em curso de concerto de automóveis", explica Hugo sobre o processo de como os jovens são beneficiados.

O criador da Associe comenta que são ofertadas entre 10 e 15 bolsas por ano, com duração de um ano. As exceções ocorrem com alguns cursos que duram dois anos, como o de técnico em enfermagem.

"Ainda somos uma associação pequena, mas a gente parte do pressuposto que se ajudarmos uma pessoa, a gente já 'ganhou' nosso ano", conclui Hugo Mendonça.

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