Suporte familiar

Abertura da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará destaca o apoio da família

O coletivo que sairá à frente da multidão alerta sobre a importância da aceitação por parte da família para membros da comunidade LGBTI+

19:03 · 23.06.2018 / atualizado às 20:14
Parada LGBTI+
A violência cometida pela família pode dificultar ou impedir que membros da comunidade LGBTI+ dêem continuidade aos estudos ou consigam ingressar no mercado de trabalho. (Foto: Fernanda Siebra)

Neste domingo (24), a abertura da XIX Parada pela Diversidade Sexual do Ceará será feita pelo coletivo Mães pela Diversidade. O ato representa a primeira vez em que a comissão de frente do evento reunirá famílias. 

A jornalista e coordenadora Estadual do coletivo, Mara Beatriz, explica que o Mães pela Diversidade tem como objetivo informar e mediar conflitos entre famílias que ainda não aceitam parentes membros da comunidade LGBTI+, em prol de "facilitar que esses pais e mães que ainda não aceitam seus filhos possam abrir seus corações e saber que o amor faz toda a diferença".  

"A gente conversou com os organizadores do evento sobre o simbolismo de as famílias abrirem a Parada e mostrarem que os LGBTs têm o apoio da família, e para que os que não têm ainda saibam que é uma coisa a ser construída", explica Mara Beatriz. 

A coordenadora sabe por experiência o efeito do apoio familiar sobre pessoas LGBTI+: sua filha, Lara, foi expulsa por transfobia da escola onde estudava, no ano passado. Ela afirma que a violência na família é o que mais causa a vulnerabilidade social, uma vez que membros da comunidade chegam a ser humilhados e até expulsos de casa pelos próprios pais e parentes. Tais situações podem dificultar ou impedir que a pessoa dê continuidade aos estudos ou consiga ingressar no mercado de trabalho. 

"Se o LGBT tem uma família fortalecida, que preza pelo caráter e não pela orientação sexual ou identidade de gênero, isso dá um caminho de paz, sucesso e tranquilidade para esses filhos. A importância disso para o evento é mostrar para essas pessoas que elas não estão sozinhas", diz. 

Atividades

O público presente na Avenida Beira Mar no domingo (24) deverá se concentrar às 15h em frente à Barraca do Joca. Depois, às 16h, a abertura oficial da Parada acontece, seguida pela Hora da Militância LGBT, às 16h30. A saída da concentração ocorre às 17h30. Um minuto de silêncio e de protesto contra a LGBTfobia e o LGBTcídio será feito às 18h, e a programação se encerra às 22h. 

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