Funcionamento Ilegal

Abatedouro clandestino no bairro Granja Lisboa é interditado

Cerca de 30 galinhas eram criadas no quintal de uma residência e circulavam em meio ao sangue, pés, penas e vísceras dos animais que já tinham sido abatidos

17:24 · 19.06.2018 / atualizado às 17:51
1
O proprietário tem 10 dias para regularizar o local e obter a licença ambiental e 30 dias para adquirir o alvará de funcionamento ( Foto: VC Repórter )

Uma ação conjunta da Inspetoria de Proteção Ambiental (Ipam) da Guarda Municipal com a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) interditou, nesta terça-feira (19), um abatedouro clandestino de frango no bairro Granja Lisboa. As aves eram criadas em condições insalubres no quintal de uma residência, mesmo local onde era feito o abate. A venda da carne também era feita dentro da propriedade. 

Segundo a guarda municipal da Ipam Brena Nepomuceno, cerca de 30 galinhas circulavam em meio ao sangue, pés, penas e vísceras dos animais que já tinham sido abatidos. A escaldagem também era feita no mesmo compartimento. O processo colocava em risco a saúde dos consumidores, além de não obedecer as regras de vigiância. O proprietário também não possuía alvará de funcionamento.

Ainda confome Nepomuceno, ao chegarem ao local, os agentes não tiveram dificuldades para adentrar no imóvel. "O proprietário deixou a gente entrar sem nenhuma resistência". Ele foi notificado pela Guarda para regulizar o alvará de funcionamento. O prazo é dia 30 dias.

Denúncia

O fiscal da Agefis Luciano Leite informou que a Secretaria Regional V recebeu uma denúncia sobre um abatedouro ilegal na Graja Lisboa e os fiscais foram verificar a situação. "A gente embargou o estabelecimento porque ele funcionava na ilegalidade e não obedecia a nenhuma regra da Vigilância Sanitária", disse. Leite ressaltou, ainda, que uma multa será aplicada ao estabelecimento pela falta da licença ambiental. O valor da penalidade varia de R$ 500 a R$ 10 milhões.

Ainda conforme Leite, como se trata da primeira notificação, o priprietário tem 10 dias - contados a partir desta terça - para adequar o local as regras de vigilância e obter a licença ambiental para continuar com o abatedouro. A Agefis não apreendeu as aves, mas fará o monitoramento no local para garantir a interdição.

A Agefis  explica que o sistema de tratamento de dejetos, pisos, paredes, telhados, janelas, ventilação, iluminação, utensílios, equipamentos e instalações elétricas precisam obedecer padrões de higiene e segurança para não contaminar o alimento.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.