novo layout urbanístico

Obras na Capital devem ter fiação subterrânea

A canalização subterrânea também foi implantada na Rua José Avelino e na Avenida Alberto Nepomuceno

Até agora, a Enel já removeu 1,1 tonelada de cabos e caixas irregulares de empresas de telecomunicações, somando mais de 5 Km ( FOTO: SAULO ROBERTO )
01:00 · 12.10.2017

O veredito é quase unânime: os cabos que pendem dos postes na Capital tiram a beleza da cidade e, em alguns casos, geram riscos à segurança de pedestres. Para minimizar o problema, a Prefeitura de Fortaleza tem optado pela fiação subterrânea em empreendimentos recentes da cidade, conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf). Em breve, os túneis da Via Expressa e da Avenida Alberto Sá, o Polo Gastronômico da Varjota e o corredor expresso de ônibus da Avenida Aguanambi devem receber a modalidade.

A canalização subterrânea também foi implantada na Rua José Avelino e na Avenida Alberto Nepomuceno, no Centro, intervenção que deve ser finalizada no sábado. Dentre os locais já contemplados, estão os túneis das avenidas Padre Antônio Tomás, Eng. Santana Júnior, Santos Dumont e Deputado Paulino Rocha; os viadutos das avenidas Raul Barbosa e Antônio Sales; as novas avenidas José Jatahy e Monsenhor Tabosa e o novo calçadão da Avenida Beira-Mar.

"Este novo layout urbanístico, com toda a canalização de fios sob o solo, melhorou não apenas a paisagem, urbanisticamente falando, como também ajudou no reordenamento de toda a fiação elétrica e de comunicação, nos canteiros e calçadas", informa a Seinf. Outra ação para reduzir a presença de cabos na cidade é realizada desde julho pela Enel Distribuição Ceará. Até agora, a empresa já removeu 1,1 tonelada de cabos e caixas irregulares de empresas de telecomunicações, somando mais de 5 quilômetros de fiação.

O material foi recolhido em ações desenvolvidas principalmente em Fortaleza e Ocara, cidade a 105 km da Capital. Um estudo recente da Enel constatou que cerca de 291 mil cabos e 17 mil postes estão irregulares no Ceará, provocando a sobrecarga dos postes da distribuidora e prejudicando a qualidade do fornecimento. Além da retirada dos cabos de telefonia, houve 654 regularizações e a apresentação de 12 planos de adequação de empresas.

Conforme o responsável pela área de Grandes Clientes da Enel, Carlos Falconiere, não há interesse da distribuidora em punir as companhias telefônicas, mas em adequá-las a resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Enel planeja realizar, até o fim do ano, cerca de 400 regularizações e 2 mil fiscalizações por mês, com emissões de notificação. Segundo Carlos Falconiere, os fios de telefonia não são energizados, mas a população deve evitá-los para não correr risco de acidentes.

Normas

Para se regularizarem, as empresas precisam apresentar um projeto de compartilhamento de postes e terem disponibilidade na rede. Resoluções da Aneel e da Anatel definem que as empresas de telefonia devem seguir normas da distribuidora local.

No Ceará, cada poste pode receber até seis ligações: quatro de empresas de telecomunicação, um da Enel e um do Governo do Estado. Em nota, a Claro Brasil informou que "obedece a rígidos padrões de segurança na operação de sua rede e possui uma rotina de manutenção e adequação do cabeamento". A TIM diz que "realiza vistorias diárias e manutenções preventivas que visam evitar falhas". A Oi declarou que vem "mantendo o relacionamento comercial devido com as concessionárias".

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