MEDULA ÓSSEA

Número de transplantes é o maior em oito anos

Antes mesmo do fim de 2015, a quantidade de procedimentos já supera cada um dos anos anteriores

00:00 · 16.12.2015
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O Estado do Ceará conta, atualmente, com um total de 150.200 doadores cadastrados, todos disponíveis em uma rede internacional de voluntários

Na Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que acontece até a próxima segunda-feira (21), uma boa notícia para aqueles que aguardam pelo transplante. Conforme dados divulgados pelo Governo do Estado, desde 2008, ano em que foi realizado o primeiro procedimento no Ceará, o número vem aumentando significativamente.

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Antes mesmo do fim de 2015, o número já supera os períodos anuais anteriores. Neste ano, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio, realizou 73 transplantes, o que supera a soma dos cinco primeiros anos - 2008 a 2012 - de todos transplantes de medula óssea efetuados. Em 2013, foram realizados 56 procedimentos, já em 2014, a contagem totalizou 62.

Segundo os dados divulgados neste ano, o Ceará superou ainda a meta de cadastro de doadores. Anualmente, o Ministério da Saúde prevê 15 mil voluntários, mas já há, aproximadamente, 17 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), a fim de registrar as informações de possíveis doadores.

Chefe do Setor de Hematologia e de Transplante de Medula Óssea do Hospital Universitário Walter Cantídio, Fernando Barroso, considera que se comparado aos outros estados do Brasil, os números do Ceará são ótimos. "É um número muito bom. Geralmente, ficamos entre os cinco primeiros do Brasil. O grande diferencial é o resultado dos nossos transplantes. Não adianta só fazer, tem que dar certo, e isso só é possível graças à nossa parceria com o Hemoce", ressaltou o médico.

Atualmente, o Ceará conta com 150.200 doadores cadastrados. Todas as informações estão disponibilizadas em uma rede internacional. De acordo com o especialista, o aumento de cadastrados contribui, apesar de no Ceará os procedimentos costumarem ocorrer com doadores da família do paciente. "Em média, 30% dos transplantes acontecem dentro da família, o restante é preciso procurar no banco de doadores. Hoje, além da dificuldade em encontrar alguém compatível, há o problema em encontrar leitos disponíveis para a internação", conta.

A fim de ampliar as chances dos pacientes que aguardam na fila de espera por um transplante de medula, o Hemoce realizará, em sua sede, segunda-feira (21), o encerramento da Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea.

12ª Edição

Desde 2003, a Fundação Edson Queiroz realiza a Campanha Doe de Coração, que levanta a bandeira em prol da doação de órgãos e tecidos e, neste ano, celebra a sua 12ª edição com saldo positivo. O movimento é reconhecido pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e vem contribuindo para doação voluntária. (Colaborou Emanoela Campelo)

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