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Novo espaço de artes beneficiará 290 idosos

Cinema, oficinas de teatro, dança e coral serão algumas das atividades desenvolvidas no local

01:00 · 21.06.2018
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Rosa Marques, que mora há sete anos na Instituição, mostra, com orgulho, os fuxicos que costura durante a terapia ocupacional ( FOTO: HELENE SANTOS )

Com o intuito de resgatar as histórias, potencializando a alegria dos idosos em um espaço confortável e de qualidade, foi inaugurado, na última terça-feira (19), a Sala de Artes e Potencialidades José Ramos Torres de Melo Filho, no Lar Torres de Melo. O local deve beneficiar o lazer de 290 idosos, sendo 230 moradores da instituição e 60 idosos que moram na redondeza e participam de projetos do Lar.

De acordo com José Ramos Torres de Melo Filho, que presidiu o Lar por 21 anos, a sala já existia, porém com poucos recursos, sendo bastante quente, não propiciando conforto aos idosos. O projeto existia desde 2016, faltando apenas o recurso financeiro para ser executada. Foi quando a Instituição se inscreveu em um concurso do Banco do Nordeste para receber o recurso, e foi aprovada.

A sala é ampla, climatizada, com sistema de projeção e som, capacidade para 50 pessoas, além de contar com um piano e um banheiro. Para o senhor Torres, como é chamado pelos moradores do Lar, um dos grandes objetivos é provar que o idoso não é uma responsabilidade apenas da família. "Tem algumas horas que o Estado e a sociedade têm que atender o idoso. Porque essas rendas são muito baixas, e as necessidades são muito elevadas. Nós temos que dar dignidade à finitude", revela o ex-presidente da Instituição, relatando, ainda, ter ficado sensibilizado por ter seu nome em destaque na sala de artes.

O espaço reformado deverá ser de grande utilidade, principalmente para a Terapia Ocupacional, segundo informou a gerente de Serviço Social do Lar, Adriana Lacerda. O funcionamento será de acordo com agendamento de professores e funcionários. Cinema, oficinas de teatro, dança e coral, serão algumas das atividades do local. "Precisávamos de um espaço mais adequado. Quando éramos convidados pra ir a festivais de cinema, as pessoas que não tinham nenhuma dependência, eram de certa forma privilegiadas, porque a acessibilidade de transporte e local não eram tão boas, então os cadeirantes não podiam ir. Existia um desejo por parte deles de ir, mas não podiam", conta a gerente do Lar. A partir disso, perceberam que a grande sala, quente, poderia ter um uso melhor.

Oficina de rádio

Além de cinema e das oficinas de teatro, dança e coral, outra atividade já está confirmada para acontecer no local: uma oficina de rádio. Adriana comentou que, com o ótimo sistema de som, a ideia é fazer um programa de rádio interno, que aconteça uma vez por mês com um auditório que será composto pelos próprios idosos. A primeira aula, com um radialista, está programada para o início de julho.

Rosa Marques, que mora há sete anos na Instituição, mostra, com orgulho, os fuxicos que costura durante a terapia ocupacional. "Tem de várias cores!", expõe ela, destacando que com a climatização da sala, o incentivo para participar das atividades é maior. "Antes eu não ficava até o final porque não aguentava o calor. Agora eu fico. Achei tudo lindo, a gente ficava molhada de suor lá. Gosto muito de pintar e fazer fuxico, mas é de pano, viu?", conta ela, aos risos.

A arte traz alegria aos idosos e faz com que eles relembrem tempos em que viveram, resgatando histórias que os fazem felizes, segundo a gerente de Serviço Social do Lar. O senhor Clóvis Holanda, de 75 anos e morador da Instituição há três anos,afirma que participa de tudo e gosta muito. "Daqui para frente vamos ter um lugar bom, fiquei muito alegre quando vi o cinema, a sala espetacular. Eu gosto de me ocupar e ver que a direção está cuidando da gente com carinho".

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