EM FORTALEZA

Mais de 165 mil são imunizados em dez dias

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, 30,8% dos grupos de risco já receberam a vacina na cidade

01:00 · 30.04.2018 por Cadu Freitas/Nícolas Paulino - Repórteres
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No fim de semana, esquema especial dos postos de saúde garantiu a continuidade do serviço, que tem sido bastante demandado pela população ( Foto: Reinaldo Jorge )

Iniciada no dia 20 de abril, a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 já registra 165.047 pessoas vacinadas em Fortaleza, conforme o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Sipni), do Ministério da Saúde. Hoje, os postos funcionam normalmente; porém, no feriado de amanhã, Dia do Trabalho, nenhum abrirá.

"Os trabalhadores já estão bem cansados porque o esforço está sendo grande para atender toda a população. Acho que não vamos ter vacina para atender nesse dia", disse a coordenadora de imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Vanessa Soldatelli, garantindo que novos lotes chegarão na quarta-feira (2) e no sábado (5).

Vanessa Soldatelli afirma que, embora a procura esteja sendo enorme, "as vacinas estão vindo em quantidades pequenas e são liberadas por lotes. Todos que são alvo da campanha vão receber a vacina até 1º de junho", assegura.

Os idosos encabeçam a lista dos mais vacinados até o momento, com mais de 77 mil imunizações, seguidos por crianças, com 37 mil vacinados, e pelos trabalhadores da área da Saúde, com 29 mil. No fim de semana, esquema especial dos postos de saúde garantiu a continuidade do serviço, que tem sido bastante demandado pela população.

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No sábado (28), por exemplo, o posto Irmã Hercília Aragão, no bairro São João do Tauape, um dos sete postos do Município a abrirem, apresentava grandes filas. Com cinco salas de imunização para os pacientes do grupo prioritário, o local abriu às 8h com cerca de 300 doses, mas finalizou a última vacina com apenas duas horas de funcionamento. Pouco depois de 10h, mais 2.200 doses chegaram para continuar o processo de campanha, como informou a coordenadora do posto, Eli Sousa.

Pela campanha nacional, podem ser vacinadas crianças de 0 a 4 anos, pessoas acima de 60 anos, professores, profissionais da saúde, trabalhadores do sistema prisional, grávidas, puérperas e pessoas com doenças crônicas. A aposentada Maria Almeida, 70, aproveitou o sábado para garantir a imunização contra o influenza. "Todas as vezes que tem vacina nessas campanhas, eu venho. Tô adorando o atendimento porque não tomo a frente de ninguém e ninguém toma a minha. Tá organizado", relatou.

No posto Paulo Marcelo, no Centro da cidade, o que chamava atenção era o tamanho das filas no lado de fora, divididas entre os perfis dos grupos de risco. Dentro, a unidade apresentava bastante tranquilidade.

"É importante a questão da imunização, já que essa doença está se proliferando pelo Brasil. Mas só vou poder vacinar um filho hoje, que tem oito meses; pra minha filha, que tem sete anos, eu vou ter que fazer o pagamento particular, infelizmente", lamenta o supervisor Lourenço Silva, cujo tempo de espera foi de duas horas.

No fim da tarde de domingo, a expressão cansada das enfermeiras do saguão do posto Luís Costa, no Benfica, atestava o fim de semana corrido, quando foram aplicadas cerca de 1.700 das 2.800 vacinas recebidas na última sexta, quando a Prefeitura distribuiu mais 63 mil doses.

Já no posto Carlos Ribeiro, no bairro Jacarecanga, o fim de domingo ainda guardava metade da última remessa, que chegou com 3 mil vacinas. Segundo a direção do posto, desde o início da campanha, mais de 7 mil doses foram recebidas pela unidade. Contudo, "não dá tempo de acabar porque sempre chega mais", informa.

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