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Julho Amarelo intensifica combate das hepatites

01:00 · 23.06.2018
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A vacina contra a hepatite, desde 2016, foi ampliada pelo Governo Federal para todos os cidadãos independentemente da idade ou vulnerabilidade

O mês de julho traz a cor amarela para alertar sobre uma doença que já causou a morte de 61.297 pessoas no Brasil de 2000 a 2015. As hepatites virais e não especificadas ainda são motivo de preocupação para a saúde pública brasileira e motivam ações estratégicas de promoção, prevenção e controle das hepatites virais no mês de julho, como o Julho Amarelo da Secretaria da Saúde (Sesa). Só no Ceará, a doença matou 379 pessoas nos últimos 10 anos.

As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas pelos vírus dos tipos A, B e C. Já os tipos D e E são mais comuns na África e na Ásia. A doença é caracterizada por uma inflamação do fígado, que também pode ser causada por uso de certos remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

O Ceará, segundo o boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria da Saúde, entre 2007 a 2017, notificou no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 7.576 casos de hepatite virais.

No dia 28 de julho foi instituído pela Assembleia Mundial de Saúde como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Durante todo o mês, há mobilização em todo o mundo na luta contra essa enfermidade, principalmente através do incentivo ao diagnóstico precoce para um tratamento adequado.

Silenciosa

A hepatite é uma doença silenciosa, que nem sempre apresenta sintomas. Nem por isso, deixa de ser perigosa. Nesse ano, já foram registrados 43 casos de hepatite B e outros 43 de hepatite C, a última ainda com dois óbitos em Fortaleza. Os sintomas, quando aparecem, causam febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Ela pode ser transmitida através do sangue e através de relações sexuais sem proteção. O compartilhamento de itens pessoais de higiene contaminados também traz risco, como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, alicates e acessórios de manicure e pedicure, agulhas, seringas e instrumentos para uso de substâncias injetáveis, inaláveis (cocaína) e pipadas (crack).

A vacina contra a hepatite, desde 2016, foi ampliada pelo Governo Federal para todos os cidadãos independentemente da idade ou vulnerabilidade. De acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, cerca de 2% da população do Ceará tinha hepatite tipo B ou C em 2017. O último boletim de hepatites feito pelo MS indicou que 3 milhões de brasileiros não sabem que têm o vírus da hepatite C e outros 3 milhões convivem com o vírus da hepatite B.

Expectativa

O grupo mais propenso a contrair o vírus é o de pessoas com 50 anos ou mais e idosos, incluídos na ampliação da oferta da vacina em 2016. De acordo com a Secretaria da Saúde, como a expectativa de vida têm aumentado, aliada ao aumento da atividade sexual e à resistência ao uso de preservativos, o risco de contrair a doença é maior.

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