fé e devoção

Irmãs Missionárias completam 90 anos

O responsável por conduzir a Missa foi o Padre Zé Paulo. O Ato foi vivido, durante uma hora, em um só corpo e espírito ( Foto: Fabiane de Paula )
01:00 · 04.05.2018

Diariamente os católicos pedem ao Senhor que os livre do mal. Muitos deles, no entanto, não estão livres de dor e sofrimento. O grupo "Missionárias de Jesus Crucificado (MJC)" realiza, em prol dos mais necessitados, um trabalho baseado em empatia e na misericórdia que Deus as ensinou a ter. Nesta quinta-feira (3), a missa da Capela das Irmãs Missionárias, no bairro Aldeota, foi, na verdade, uma cerimônia: são exatos 90 anos de história.

Fé e vida. É assim a missionária Rosa Siebra resume a trajetória que construiu no MJC. Dos 87 anos de vida, 63 foram dedicados à Igreja. Uma igreja "dedicada ao sofrimento dos outros", a propósito, porque Dona Rosa diz adoecer se passar ao menos um dia sem falar com alguém que precisa. "Igreja é falar de Deus mas também falar dos pobres", se encanta.

Rosa Siebra ainda lembra: somente no Estado do Pará foram nove anos. Ela conta ter assistido a enterros; lutado contra serrarias ilegais; salvado mangues, cobrou autoridades. "Fé e vida", reafirma.

Tanta coisa a dizer só foi possível porque Rosa foi da Associação das Missionárias Externas (AME), e podia viajar Brasil afora oferecendo mãos e força. "Se eu falar mais dá um livro", completa. E dá mesmo. São sete estados visitados a cavalo, a pés, a poeira. "Já passei por muito sofrimento e muita alegria. Hoje eu só peço a Ele para poder viver enquanto eu for útil".

A Paróquia abriu as portas às 9 da manhã. Missionárias de todas as cinco casas distribuídas por Fortaleza estiveram presente. "O mais bonito é justamente isso, a concentração das irmãs", pondera Teodomira da Silva, que reside na unidade da Tibúrcio Cavalcante, conhecida como "Casa dos Pobres". O bispo Dom Edmilson confirmou: "a união entre essas mulheres é realmente coisa de irmã".

O responsável por conduzir a Missa foi o Padre Zé Paulo. O Ato penitencial, a Glória, os salmos. Tudo foi vivido, durante uma hora, em um só corpo e espírito. Três crianças entraram jogando rosas, enquanto uma missionária levava uma imagem de Maria. Elas fizeram questão de lembrar que suas opções de vida são como a da Virgem Imaculada, como um chamado.

Histórico

As Missionárias de Jesus Crucificado (MJC) surgiram no dia 3 de Maio de 1928 em Campinas, São Paulo, por Dom Francisco de Campos Barreto e Irmã Maria Villac. Misericórdia, Perdão e Carisma são os pilares da construção do que, hoje, reúne cerca de 500 Irmãs em todo o Brasil.

As missionárias podem viver reclusas no convento, ou saírem em busca dos mais necessitados. "Além disso também atendemos a quem chega. Ficamos aqui 24 horas a postos, atendendo nessa vida comunitária", relata a irmã missionária Rosa Pacheco, 76, há 54 anos em Missão.

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