HPV e atualização do calendário

Imunização em escolas alcançou 33 mil alunos

Ação garantiu um aumento de mais de 50% no número de jovens vacinados contra o HPV

01:00 · 16.08.2018
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Durante o período, as escolas municipais solicitaram aos pais o cartão de imunização atualizado de cada estudante ( Foto: Fabiane de Paula )

Entre as estratégias para o alcance de bons índices de imunização em Fortaleza, o trabalho realizado nas escolas públicas vem gerando impacto positivo, na avaliação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Ação promovida durante a matrícula escolar de 2018, por exemplo, garantiu um aumento de mais de 50% no número de jovens vacinados contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), que até então era a patologia com a maior deficiência dentre as coberturas vacinais, segundo a Pasta.

Durante o período, as escolas municipais solicitaram aos pais o cartão de imunização atualizado de cada estudante. Aqueles identificados com a ausência de alguma vacina, dentre os 14 tipos disponíveis no calendário público de saúde, foram encaminhados para o reforço das doses. Anunciada no segundo semestre do ano passado, a estratégia - já utilizada na Educação Infantil -foi ampliada, neste ano, para toda a rede municipal de ensino. A meta era imunizar até 200 mil estudantes.

Na avaliação da secretária municipal da Saúde, Joana Maciel, a estratégia garantiu importante reforço da vacina contra o HPV, aplicada em 33.428 crianças e adolescentes até junho deste ano. "Enquanto, em todo o ano de 2017, nós tivemos 51.576 jovens imunizados. Assim, nossa estimativa é ter quase 70 mil adolescentes vacinados neste ano. De fato, a imunização contra o HPV era a nossa maior necessidade, pois o público adolescente vai muito pouco às unidades de saúde. Por isso é muito importante para essa faixa etária a parceria com a escola", afirma.

A secretária garante que todas as vacinas estão disponíveis nos 111 postos da Capital e atribui ao andamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo a maior procura da população às unidades de saúde. Por isso, destaca, estão sendo reforçadas as equipes dos postos Paulo Marcelo, no Centro; e o de Messejana, para atender à demanda.

Entre as doenças imunopreveníveis, destaca Joana Maciel, o sarampo é a que demanda, hoje, a maior preocupação do Município, pois, embora o Estado não tenha novos casos da doença desde 2016, a ocorrência de surtos em outras localidades do País gera o alerta. "Temos casos na região Norte, mas, por mais que sejam em cidades distantes, é uma situação preocupante, pela facilidade de transporte, além de Fortaleza ser uma cidade muito turística".

A Campanha de Mobilização para a Vacinação do Adolescente contra Papiloma Vírus Humano e Meningites ainda está em andamento e objetiva vacinar 10 milhões de adolescentes de todo o Brasil. No Ceará, a proposta é imunizar cerca de 250 mil meninos e meninas de 9 a 14 anos, com meta de cobertura de 80%. Contra o HPV, meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos deverão ser vacinados.

Entre 2014 e 2017, o Ceará alcançou coberturas vacinais de 93% da primeira dose e de 61% da segunda dose da vacina contra HPV para meninas. No ano passado, quando a vacinação foi estendida para o sexo masculino, foram vacinados 244.431 meninos e meninas contra HPV. O vírus é responsável por 70% dos casos de câncer de colo de útero, até 90% das verrugas anogenitais e outros tipos de câncer que podem estar associados ao vírus - vagina, vulva, pênis, anus e orofaringe.

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