2017

IJF atendeu 3,6 mil queimados

01:00 · 08.06.2018 / atualizado às 01:22
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Segundo o Núcleo de Queimados do IJF, as maiores ocorrências no ano passado foram de queimaduras decorrentes de choques elétricos ( FOTO: SAULO ROBERTO )

Fruto de um projeto de lei originado no Ceará, o Dia Nacional do Combate à Queimaduras é celebrado no dia 6 de junho. Centro de referência em tratamento de queimaduras nas regiões Norte e Nordeste e recebendo pacientes de todo o país, o IJF abriu a campanha nesta quarta (6), dentro do próprio hospital. Só em 2017, o IJF recebeu 3.647 novos casos de queimados. Segundo o diretor do Centro de Tratamento de Queimados (CQT), o médico João Neto, "desde que comecei a trabalhar no CQT até hoje houve um aumento grande na demanda. Há cerca de 10, 12 anos atrás, tínhamos apenas 50% dos leitos ocupados. Hoje, todos estão ocupados, com alta rotatividade".

Segundo relatórios do Núcleo de Queimados do IJF, as maiores ocorrências no ano passado foram de queimaduras decorrentes de choques elétricos, com 175 casos. Segundo Cira Melo, esses casos acontecem majoritariamente em acidentes de trabalho. Em média, as principais causas das queimaduras atendidas no hospital são decorrentes de alimentos e líquidos quentes, seguidos de chama e depois de líquidos inflamáveis, como álcool e gasolina.

Crianças

30% do total de casos atendidos no IJF ocorrem com crianças. Segundo Cira, "as crianças de 0 a 3 anos são mais queimadas por líquidos aquecidos. Infelizmente, essas crianças ficam na cozinha porque a mãe fica na cozinha ou quem toma conta também está fazendo alimento ou alguma outra coisa. Eles batem no fogão, viram uma panela. A partir de cinco anos, as queimaduras já são mais por álcool, gasolina, porque essa é a fase quando as crianças vão fazer as 'experiências'", explica.

A professora Fernanda Cavalcante foi um desses casos, e sofreu queimaduras por álcool em 39% do corpo. Ela conta que o debate sobre queimaduras é essencial para elucidar as pessoas sobre o risco real do acidente que pode trazer sequelas para o resto da vida. "Meu acidente aconteceu há 30 anos. Eu tive que fazer 31 cirurgias reparadoras para que eu pudesse seguir minha vida normalmente".

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