imunização

H1N1: procura por vacina aumenta na Capital

Muitas pessoas têm procurado clínicas particulares em Fortaleza e, mesmo assim, enfrentado filas e tempo de espera ( Foto: Helene Santos )
01:00 · 18.04.2018

Temendo a transmissão do vírus H1N1 e com pressa na busca por imunização, muitas pessoas têm procurado clínicas particulares em Fortaleza e, mesmo assim, enfrentado filas e tempo de espera. Na Clínica de Vacinação Dra. Núbia Jacó, no bairro Aldeota, desde o último sábado (14) estão sendo distribuídas, em média, 700 vacinas por dia. O normal é 70 unidades.

"O que temos percebido é que muita gente, a grande maioria com crianças, vêm com bastante pânico. No começo identificamos muitas fake news, mas é importante não esquecer de que este vírus realmente não é inofensivo", explica o médico João Cláudio Jacó, diretor da clínica.

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Para atender à grande demanda, o diretor afirma que a clínica funcionou no último domingo (15) e também deve abrir as portas no próximo (22).

No período de chuvas, ele conta que o espaço recebe esse número maior de pacientes, a grande maioria com crianças. Ele ressalta que o atendimento na instituição é de 10 minutos para espera e mais 10 para o momento da vacina em si.

No entanto, a paciente Marilene Costa e Silva, 63, esperava há meia hora quando falava com a reportagem. Recuperada há 4 meses de um câncer de mama, ela buscou a vacina para se prevenir contra infecções. "Mesmo ainda tendo 100 pessoas na minha frente, vou esperar, porque estou preocupada", conta.

Na clínica Imunize, também no bairro Aldeota, às 12h de ontem as doses já haviam acabado. A empresária Rachel Cavalcante levou os dois filhos, de três e oito anos, para tomarem a vacina. "Estamos aqui por causa do pânico. Não queremos passar por isso. É mais por medo mesmo", relata. Na unidade, a previsão é que o estoque seja reabastecido até o fim desta semana.

O empresário Eduardo Filomeno levou o pequeno Rafael, 3, para tomar pela segunda vez a vacina contra o H1N1. Teve sorte ao pegar uma das 40 doses restantes da manhã, mas não conseguiu uma para si mesmo, só para o filho. "A prioridade é ele", resume.

Crianças

No caso do público infantil, que representa grande parte da demanda nas clínicas particulares, a pediatra Isa Xavier reforça que "a variação climática típica dos primeiros meses do ano no Ceará interfere, diretamente, na saúde dos pequenos. Nesta época do ano, é comum que crianças sejam acometidas, em um curto espaço de tempo, por viroses e gripes seguidas".

A médica esclarece que alguns sintomas específicos da H1N1 em crianças são: febre repentina de mais de 37,5 graus e tosse, cansaço, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares e nas articulações, além da diarreia e cólicas abdominais.

Cuidados

No início, o quadro geral também podem ser confundido com os de doenças comuns. A intensidade e a frequência deles, alerta a médica, devem ser acompanhadas para que não seja feito um diagnóstico tardio. "Não é por ser uma virose que não precisa de cuidados, porque ela pode evoluir e levar a outras doenças", alerta. Crianças e idosos exigem atenção diferenciada. (Colaborou João Duarte)

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