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Gestores comemoram resultados obtidos

01:00 · 06.09.2018
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A Escola Estadual de Educação Profissional Maria Cavalcante Costa, de Quixadá, tem apenas dez anos de implantação e já colhe os frutos plantados desde a sua fundação ( FOTO: ALEX PIMENTEL )

Iguatu. Este município, polo da região Centro-Sul do Ceará, alcançou a taxa de 5,8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), ano base 2017 referente aos anos iniciais até o 5º ano do Ensino Fundamental. Na série final (9º ano) a taxa foi de 4,6. "Estamos evoluindo, já atingimos a meta, começando a mostrar bons resultados", observou a secretária de Educação, Elisa Medeiros. "O nosso esforço é melhorar o nível, não deixar cair".

No ranking das escolas da rede municipal, as unidades de Ensino Fundamental, Maria Irismar Moreno e Onélia Pereira de Lavor obtiveram o índice 6,5, seguidas do Carlota Távora com 6,4 e José Ériton Barros Costa (6,3). "Já chegamos a ser o primeiro lugar, mas continuamos incentivando os alunos à leitura e ao estudo da matemática. Temos reforço, contação de histórias, roda de leituras, busca ativa dos estudantes ausentes", pontuou a diretora escolar, Marilene Feitosa de Oliveira.

Mais uma vez, a Escola Estadual de Educação Profissional Amélia Figueiredo de Lavor, em Iguatu, obteve melhor índice no Ideb na região Centro-Sul do Ceará, 6,0. Integra o ranking de uma das 14 melhores do Estado. "Acredito que é resultado de um trabalho integrado, fruto do esforço coletivo de uma equipe que inclui professores, gestores, alunos e a família", analisou o diretor da unidade, João Paulo Benevides. "Temos um plano de ação que é revisto e atualizado a cada bimestre para atingirmos a nossa meta".

Ensino diferenciado, formação profissional e acesso à universidade. Na avaliação do professor Carlos Queiroz, um dos coordenadores pedagógicos da Escola Estadual de Educação Profissional Maria Cavalcante Costa, o antigo Liceu de Quixadá, esses são os pilares da eficiência educacional dessa unidade escolar com 10 anos de atividades no modelo de ensino de tempo integral. São 480 alunos do 1º ao 3º ano profissionalizante em diversas áreas. Eles participam de atividades das 7h20 às 17h, de segunda a sexta-feira.

Tão logo foi implantada, no 2º semestre de 2008, a Escola começou a fazer a diferença. As famílias aderiram à proposta e os estudantes também. Os resultados vêm sendo observados nos índices de avaliações externas dos órgãos oficiais de Educação.

No 2º Ano do curso de Enfermagem, Nívea Ferreira Lima, 16 anos, faz elogios à formação especial. "Às vezes, dá vontade de nem voltar para casa. A gente acaba formando uma imensa família e se sentindo mais segura quando ao futuro", disse.

Pedra Branca

Apostando no sucesso do "tempo integral" a Prefeitura de Pedra Branca resolveu investir recursos próprios na implantação desse modelo nas escolas do Município. De acordo com o técnico da Secretaria Municipal de Educação, professor Geancarlos Cavalcante Melo, das 39 unidades existentes, em 17 delas os alunos participam de atividades o dia inteiro, tendo como reforço três alimentações diárias. Nos índices do IDEB, 14 delas foram classificadas como Escola Nota 10. A Escola de Tempo Integral Cícero Barbosa Maciel conquistou 9.6 pontos.

Para elevar ainda mais a eficiência na área educacional do Município, foi implantada a Escola de Formação de Docentes, estendida à qualificação continuada dos profissionais dessa área, incluindo as merendeiras. Com essas iniciativas, o prefeito Antônio Góis pretende elevar ainda mais os índices de avaliação da Educação no Município.

Há quase três anos, o Colégio Militar Coronel Hervano de Macêdo Júnior substituía o Centro de Referência Almirante Ernani Vitorino Aboim Silva (CERE), ambas escolas estaduais, num projeto que reaproxima a Polícia Militar da educação de Juazeiro do Norte. De lá para cá, os números são bons e a escola apresenta o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Município, saltando de 4,2 em 2015 para 6,2. Além disso, a instituição atingiu as melhores notas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica da Terra do Padre Cícero: 306,46 em matemática e 295,06 em Língua Portuguesa. (Colaboraram Honório Barbosa, Antonio Rodrigues e Alex Pimentel)

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