No Ceará

Gargalos afetam mortalidade infantil

No Estado do Ceará, o índice de mortalidade infantil no ano passado, foi de 13,2 a cada mil nascimentos ( Foto: Alex Costa (34/7/14) )
01:00 · 04.06.2018

No Ceará, um outro índice que está relacionado ao da mortalidade materna é a taxa de óbito infantil. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), explica a supervisora do Núcleo de Saúde da Mulher, Adolescente e Criança da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Silvana Napoleão, a taxa "aceitável" de mortalidade infantil - óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos - é de 15,0 a cada mil nascimento.

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No Estado, o índice de mortalidade infantil em 2017, foi de 13,2 a cada mil nascimentos. Em números absolutos, foram registradas 1.680 mortes de bebês para 127.367 nascidos vivos. Este ano, até maio, foram contabilizadas 528 mortes infantis em 44.719 nascimentos.

Causas

Embora esteja abaixo do preconizado pela OMS, Silvana ressalta que boa parte dessas mortes são evitáveis e as causas estão diretamente relacionadas a gargalos que afetam a gestação. "Isso resulta também de déficit de exames. Os óbitos perinatal são sensíveis ao pré-natal de má qualidade. Outro fator é que tem aumentado o número de sífilis congênita. Isto é porque muitas vezes a gestante não tratou. Não descobriu", explica.

Outro item, segundo a representante da Sesa, é o déficit de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal no Estado. "O ideal é que esse bebe não necessite de UTI. Mas há essa necessidade e temos que buscar soluções", completa. Silvana reforça que além da carência de unidades, o Estado sofre há muitos anos com a escassez de neonatologistas e pediatras tanto na Capital, mas, sobretudo, no Interior.

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