PROCISSÃO E MISSA

Fiéis exaltam Santo Expedito

01:08 · 20.04.2010
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Orações, fogos de artifício e salva de palmas ajudaram os fiéis a homenagear o santo das causas urgentes

No patamar da capela, o cenário foi montado ao estilo romano. As colunas de madeira fincadas ontem, no chão e as vestes de fiéis que encenavam o papel de antigos soldados fizeram parte da composição que homenageou, em 19 de abril, Santo Expedito, considerado pelos católicos como o santo das causas urgentes e justas. Mas além da recomposição de uma época logo posterior à vinda de Cristo ao mundo - por volta do ano 300 -, fieis participaram da procissão e missa celebrada pelo padre Rui Mendes, encerrando os 10 dias de festejos ao santo que dá nome à capela construída no Loteamento dos Expedicionários I, no bairro do Itaperi.

Ontem, a procissão que seguiu pelas ruas dos bairro começou pouco depois das 18 horas. No percurso, cânticos, orações, salva de palmas e fogos de artifício, ajudaram os fiéis a demonstrar sua crença em Santo Expedito. Ao contrário dos anos anteriores, a pequena imagem do santo foi transportada no alto de uma viatura do Corpo de Bombeiros.

Após o cortejo a imagem foi recebida com euforia por uma pequena multidão que resolveu aguardar no patamar da capela, ao invés de acompanhar a procissão. Iniciada a celebração eucarística, o templo tornou-se pequeno para receber fiéis que se apinharam para assistir à missa em reverência ao padroeiro da capela, também considerado o Santo dos Militares.

Expedito foi um soldado romano que sofreu martírio na Armênia e se converteu ao Cristianismo de forma rápida. Por isso, é conhecido como protetor das causas que não podem ficar para depois. De acordo com os devotos, a ajuda pedida é graça alcançada sem demora.

E em sua homilia, o pároco Rui Mendes não apenas ressaltou as virtudes do santo, mas também o dever de cada um abraçar a sua missão. "O cristão precisa ser um missionário, um devoto", disse o pároco, pregando a fraternidade e a solidariedade entre os presentes.

Olhos atentos na celebração, a professora e moradora do bairro, Rosa Maria Pinheiro, observou que os festejos "ajudam a reanimar a nossa fé". Embora católica fervorosa, ela ressaltou que a Igreja atravessa hoje uma crise, retratada no afastamento de fieis e na conquista nos adeptos. "Acredito que esses casos de pedofilia que estão sendo denunciados contribuem para a crise de vocações",ponderou.

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