sem verde e amarelo

Faltando 1 dia para a Copa, Cidade ainda não se pintou

Vendedores de artigos ligados aos jogos ainda são tímidos na Capital, enquanto poucas ruas estão decoradas

A esperança de uma boa performance da Seleção, no entanto, reacende o espírito dos mais animados, podendo ser visto em alguns logradouros ( Fotos: Helene Santos )
01:00 · 13.06.2018
Vendedores ambulantes também sentem no bolso a falta de empolgação com a Copa. O comércio de produtos relacionados ao evento está fraco na Capital

As bandeiras do Brasil ao vento na esquina das avenidas Desembargador Moreira com Pontes Vieira são para a o comerciante autônomo Jesus Neto, 35, a chance de um reforço no orçamento. Pelo menos é o que esperava, mas segundo relata o ambulante, a Copa do Mundo Fifa 2018 ainda não empolgou. Faltando apenas um dia para o início dos jogos a Capital ainda segue em clima ameno, percebido pelas discretas manifestações de verde e amarelo até então, ao contrário do visto no mundial de quatro anos atrás.

> Serviços irão se adequar aos jogos

"Eu acho que as pessoas andam muito desacreditadas do País com tanta corrupção e por isso ainda estão desanimadas. Acredito que a partir das vitórias da seleção a coisa melhore, mas não é qualquer 1 X 0 que vai resolver, tem que ser de goleada", brinca Jesus, destacando vender, atualmente, cerca de 20 bandeiras por semana, ao contrário da média diária de 200 durante os jogos de 2014. E se os vendedores de artigos em alusão à Copa ainda aparecem tímidos, os tradicionais enfeites em ruas e avenidas de Fortaleza estão ainda mais raros neste ano.

A esperança de uma boa performance da Seleção brasileira, no entanto, reacende o espírito dos mais animados, podendo ser visto em alguns logradouros de bairros como Aldeota, Benfica, Damas e Vila Pery.

Neste último bairro, na Rua Nereu Ramos, há uma semana os moradores se revezam para arrumar as bandeirinhas verde e amarelo em todos os quarteirões da via. A meta é que tudo fique pronto até o próximo sábado. "O 7 a 1 fez muita gente desacreditar. Alguns amigos já disseram que não vão gastar nada nessa Copa, mas acho que isso pode mudar", opina o motorista Elder Mendonça, 35.

Arena

Sucesso de alegria e positividade, as casas da família da autônoma Elisângela Maia, 43, ainda no Vila Peri, se transformam na Arena Mendonça desde a Copa de 2014. Os preparativos para essa edição seguem a todo o vapor, com a pintura do piso e das paredes da área externa comum a todos os imóveis em andamento, além de demais decorações.

Apesar do momento atribulado no qual passa o País, a torcedora diz que o evento é um momento de reunir a família e os amigos, contando até com um brasão oficial.

"São muitos problemas, como violência e desemprego, o que não pede uma comemoração pelo País, mas ao mesmo tempo a gente faz o que gosta, nos confraternizamos, reunimos nossos familiares para nos divertirmos e assim a gente se sente um pouco melhor", diz Elisângela Maia.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.