Escola funciona em condições precárias - Cidade - Diário do Nordeste

JARDIM DAS OLIVEIRAS

Escola funciona em condições precárias

24.11.2005

Falta de carteiras, salas sem portas, merenda escolar de baixa qualidade, bebedores quebrados, carência de professores, instalações elétricas e hidráulicas com defeitos. Esses são alguns dos problemas denunciados por mães de alunos e estudantes da Escola de Ensino Fundamental Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, no Jardim das Oliveiras. A reportagem esteve no local, ontem à tarde, mas foi impedida de entrar na escola por ordem da diretora, identificada apenas como Virgínia.

Os portões do colégio permaneceram trancados com cadeados enquanto a equipe do Diário do Nordeste tentava conversar com a diretora. Ela chamou a polícia para retirar da frente do prédio o coordenador do Movimento Popular de Messejana e Adjacências, Alberto Sabino. O líder comunitário estava junto a mães e alunos, protestando contra as péssimas condições da escola.

De acordo com Sabino, um funcionário da escola que não quis se identificar afirmou que na terça-feira foi realizada reunião entre o coordenador de Políticas Públicas de Educação da Secretaria Municipal da Educação e Assistência Social (Sedas), Raimundo de Brito, o chefe do Distrito de Educação da Secretaria Executiva Regional (SER) VI, José Círio Pereira Filho, e a diretora da escola. “Nessa reunião ficou decidido que a diretora não ia deixar ninguém entrar no colégio. Isso é um absurdo”, reclama.

Um estudante da 4ª série confirma as denúncias. “Eu estou aqui do lado de fora porque me ameaçaram. Tudo porque falei com a reportagem que esteve aqui de manhã”, conta. Ele frisa que além dos problemas na estrutura física, os alunos não têm aula todos os dias da semana. “Uma professora às vezes dá aula para três turmas ao mesmo tempo”, diz.

A reportagem entrou em contato com a assessora de comunicação da Sedas, Paula Candice. Ela informou que o assunto deveria ser tratado com o chefe da Educação da SER VI. Depois de várias ligações para o telefone da Regional, uma funcionária disse que Círio havia saído para almoçar e não retornaria.

A reportagem tentou falar com o assessor da SER VI, Fernando Dantas, o que só foi possível às 21h15min. Ele afirmou que não é intenção da administração municipal esconder os problemas das escolas, mas que existe uma orientação para que os diretores só atendam a imprensa depois que esta procurar a assessoria de comunicação da Regional.

Dantas afirma que o colégio enfrenta problemas de desestruturação desde a gestão do ex-prefeito Juraci Magalhães. “O antigo gestor da escola não prestou conta do dinheiro recebido do governo federal por três anos. Por isso, ela não recebeu recursos este ano”, argumenta o assessor.

Ele confirma a falta de carteiras na escola. “Este problema já está sendo solucionado. Mais tardar na segunda-feira, elas devem estar chegando”, garante. Sobre os problemas com a infra-estrutura, Dantas afirma que o processo de licitação para a realização de uma reforma já foi concluída. “A reforma deve ficar pronta em janeiro”, diz. A falta de professores, de acordo com ele, já está sendo solucionada desde o último dia 18.

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