Equipamentos culturais esperam execução de plano contra incêndio

01:00 · 04.09.2018
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Os acervos da Biblioteca Pública e do Arquivo Público foram transferidos provisoriamente para o Espaço Estação, no Centro

O déficit de investimento financeiro e a falta de celeridade dos projetos de manutenção e preservação dos equipamentos culturais não ficam restritos apenas ao Rio de Janeiro. No Ceará, a Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel e o Arquivo Público do Estado estão funcionando em "espaços provisórios". O Museu do Ceará, porém aguarda reforma há dois anos.

Com os acervos da Biblioteca e do Arquivo transferidos para o Espaço Estação, a previsão para o retorno das obras às sedes originais vem sendo adiada praticamente todo semestre. E é nos espaços reformados, segundo a Secretaria da Cultura do Estado (Secult), que os equipamentos contarão com projetos modernizados de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico.

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O diretor do Arquivo Público do Ceará, Márcio Porto, informou que a sede original já está apta para receber o acervo e a equipe de trabalho. "O Fabiano (secretário da Cultura) já autorizou nossa volta, mas ela é lenta porque o Centro não permite o estacionamento de caminhões de grande tara. Só a noite. Levará no mínimo dois meses para concluir o transporte do material, mas já começaremos a partir do dia 15 de setembro", adiantou. A respeito da prevenção para situações de incêndio, o diretor garante que o prédio novo conta com uma bateria de extintores com pó químico, material adequado para não destruir a documentação, já que a água destrói da mesma forma que o fogo. "Isso vai prevenir qualquer desastre. Mas a vigilância diária das instituições arquivistas e museológicas precisa ter", diz.

 

Relevo

Em nota, a Secretaria declarou que "os equipamentos culturais do Estado passam por um processo de manutenção contínua e ganhou relevo na Secult um plano de conservação, restauro e atenção de combate a incêndio para seus equipamentos". O Órgão ainda afirmou que "o Museu do Ceará e Theatro José de Alencar estão em desenvolvimento de seus projetos de restauro, contemplando itens de segurança".

Assinado pelo arquiteto Rafael Magalhães da Cunha em junho deste ano, o projeto do Memorial de Incêndio para o Museu do Ceará classifica como risco leve esse tipo de edificação. O material prevê a aquisição de hidrantes, extintores e alarme de incêndio, sinalização de segurança, iluminação de emergência e Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA).

Colaborou: Roberta Souza

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