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Enem se aproxima para 365 mil cearenses

Na reta final, os estudantes precisam intercalar rotinas de estudos, trabalho e lazer para garantir boas notas

A aplicação das provas também terá mudanças para prevenir fraudes. Um dos recursos é a prova personalizada: os participantes receberão cadernos de questões identificados com nome e número de inscrição ( Foto: Saulo Roberto )
01:00 · 07.10.2017 por Nícolas Paulino - Repórter

São 10 horas, durante dois dias, para resolver 180 questões e redigir um texto dissertativo de até 30 linhas, com tensões tanto físicas quanto psicológicas. A edição 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece nos dias 5 e 12 de novembro para 365.253 cearenses, conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na reta final para a prova, os estudantes precisam se preparar e intercalar rotinas de estudos, trabalho e lazer para garantir uma boa nota e tentar o ingresso em universidades públicas através do Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

Os concludentes do Ensino Médio, porém, representam pouco mais de 30% dos inscritos do Estado. Na realidade, o maior público é o de pessoas que já terminaram a modalidade de ensino, que somam mais de 200 mil inscrições, ou 55% do total.

Além disso, dos participantes cearenses, 40% têm entre 16 e 18 anos de idade. As mulheres são maioria, contando 55% dos inscritos. Uma das candidatas é de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Jeyse Kelly, 24, encara uma jornada dupla. Da biblioteca da faculdade onde trabalha durante a manhã, ela se desloca para a sala de aula, onde cursa Administração. Com a rotina corrida, ela não tem tempo extra para estudar, mas crê que possa aproveitar matérias do dia a dia no Exame. "Tento me inteirar das atualidades, mas não me cobro muito, até porque já fiz o Enem várias vezes e sei como funciona", explica Jeyse.

Em Fortaleza, 10.200 estudantes contam com as aulas da 5ª edição da Academia Enem, projeto que ocorre aos finais de semana no Ginásio Paulo Sarasate. Simulado para testar os conhecimentos dos participantes serão realizados às vésperas das provas -, dedicados a revisões e ao desenvolvimento da autoestima dos candidatos, como explica o coordenador de políticas especiais para a Juventude de Fortaleza, Júlio Brizzi.

"Fazer uma boa prova de cabeça tranquila é mais importante que acumular conhecimento de última hora", recomenda. Para Brizzi, o ideal nessa reta final é manter a calma e a confiança e não ficar nervoso ou ansioso, embora seja algo "natural". "É um ciclo que se fecha; eles saem do Ensino Médio e podem ir pro superior. Logicamente, se gera uma expectativa para alcançar esse objetivo".

Segundo a Secretaria da Educação (Seduc), em 2017, 99,51% dos alunos da rede pública estadual se inscreveram no Enem. Para esse público, o órgão mantém o projeto "Enem Chego Junto, Chego Bem", no qual se desdobram ações como o Enem não Tira Férias e o AoGosto do Aluno, com aulas preparatórias e atividades recreativas, realizadas em julho e agosto, e o #FDScurtindoEnem, com aulas aos fins de semana. Conforme a Seduc, até o dia da avaliação, serão disponibilizadas palestras, aulas de produção textual, fascículos e corretores de redação.

Mudanças

Nesse ano, o Enem será realizado em dois domingos consecutivos. No primeiro, os estudantes farão testes de ciências humanas, linguagens e redação; no segundo, de matemática e ciências da natureza. Com a mudança, os estudantes terão cinco horas e meia de prova, no primeiro dia, e quatro horas e meia, no segundo. Os inscritos poderão imprimir o cartão de confirmação dos locais de prova a partir do dia 20 de outubro.

A aplicação das provas também terá mudanças para prevenir fraudes. Um dos recursos é a prova personalizada: os participantes receberão cadernos de questões e cartões-resposta identificados com nome e número de inscrição. Até 2016, os participantes recebiam o cartão de resposta separado e faziam a identificação com a cor da prova.

Outra medida será o uso de detectores de ponto eletrônico, que podem acusar a emissão de sinais de wi-fi, bluetooth e celulares. O recurso será usado para identificar participantes que tentarem usar aparelhos de transmissão que possam ter burlado os detectores de metal. Em 2017, o Enem também não poderá mais ser usado para certificar o Ensino Médio, cuja atribuição voltará a ser do Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja).

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