sentidos e direções

Dragão Fashion defende união de setores da moda

Ao todo, serão 38 desfiles, mais de 50 expositores e cerca de 1.600 postos de trabalho criados

A coleção de Almerinda Maria, inspirada na Bossa Nova, destaca materiais como renda renascença, labirinto e francesa, bordados, algodão e linho ( FOTO: JL ROSA )
01:00 · 10.05.2018 / atualizado às 02:14

Luz, câmera, close. Fortaleza se transforma, até o próximo sábado, na Capital brasileira da moda, sediando a edição 2018 do Dragão Fashion Brasil (DFB), maior evento da América Latina em moda autoral. Ao todo, serão 38 desfiles, mais de 50 expositores, 150 estudantes do ensino superior envolvidos e cerca de 1.600 postos de trabalho criados. Propondo um olhar geral sobre a realidade, o festival traz extensa programação em moda, música, dança, gastronomia e empreendedorismo. São esperadas mais de 10 mil pessoas a cada dia, conforme a organização do evento.

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No discurso de abertura do evento, o idealizador Cláudio Silveira destacou a necessidade do fortalecimento do setor têxtil cearense, responsável por empregar, segundo ele, mais de 60 mil pessoas, em todas as etapas da cadeia produtiva. Tendo dois verbos que o norteiam, "transformar e manifestar", Silveira afirma que o DFB prova que o Ceará é capaz de exportar moda para o mundo, inclusive nas passarelas, lembrando de modelos como Suyane Moreira, Valentina Sampaio e Sarah Berger.


O organizador defendeu a integração dos setores que compõem o mundo da moda: público, industrial, varejista e o terceiro setor, a fim de "abranger todos os sentidos e as direções", como pretende a edição deste ano, e repudiou a pirataria na indústria têxtil brasileira, "em respeito a todas as empresas que pagam seus impostos e investem na qualificação de seus produtos, serviços e profissionais".

O chefe de gabinete do Governo do Estado, Élcio Batista, enfatizou que é preciso dar oportunidades para a criatividade da juventude a fim de evitar o envolvimento com o crime. Além disso, informou que, em 2018, o Estado deve investir, pela primeira vez, 1,5% do orçamento em cultura, na qual a moda está incluída. "Não estamos falando só de roupa, mas de um sistema que emprega muitas pessoas e gera muitas oportunidades", diz. Fabiano Piúba, secretário estadual da Cultura, celebrou o papel social do DFB ao revelar novos talentos e inserir as universidades nas discussões do tema.

Diversidade

No Terminal Marítimo, corredores apinhados de diversas tribos e aparências davam o tom da diversidade do evento, aprovado pela professora particular Núcia Aquino. "É uma programação muito boa, num ambiente saudável", elogia.

Os espaços foram bastante disputados, principalmente nos desfiles de estilistas conhecidos como Wagner Kallieno; João Paulo Guedes com os cortes modernos de "Illusions"; Almerinda Maria e a mistura de bossa nova e renda e bordado; e, encerrando a primeira noite, Lindebergue Fernandes, com o plástico decorativo da coleção "Amor próprio". Outra atração esperada foi a cantora carioca Iza, que animou o público com sucessos como "Pesadão" e "Ginga".

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