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Criminosos preferem locais escuros e vazios

01:00 · 07.05.2018

Um dos estudos mais significativos sobre segurança e desenho paisagístico no Brasil vem da Polícia Militar do Paraná (PMPR). Após entrevistas com 287 presos que cumpriam pena por crimes contra o patrimônio, o coronel Roberson Luiz Bondaruk constatou que 36% deles escolheram o local do roubo pelo menor trânsito de pessoas, 23% pela presença de obstáculos que dificultassem a visão de testemunhas e 13% pela menor claridade - fatores que compõem o chamado "ambiente favorável" para a prática de crimes.

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Além disso, 71% escolheram o alvo por terem muros com até dois metros de altura, e 29% pela presença de grades com até dois metros. Para 54%, os muros ocultaram melhor a ação e, para 24%, facilitaram a entrada na residência. Ao cometerem os delitos, os criminosos ainda atentaram para detalhes como luzes acesas durante o dia, correspondências não recolhidas, janelas totalmente fechadas e a posição de cortinas, todos indícios de que a residência poderia estar vazia.

Para monitorar os lares à distância, muitos têm recorrido a aparelhos tecnológicos. Conforme a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), só em 2017, o setor movimentou mais de R$6 bilhões. A maior demanda vem de câmeras, com 46%; em segundo, vêm os alarmes, com 23%. A entidade estima que haja cerca de 815 mil imóveis com sistemas eletrônicos de segurança em todo o País.

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