Segundo semestre

Consumo de água tende a crescer

01:00 · 13.09.2017

O segundo semestre de 2017 será marcado pelos meses mais quentes do ano. Com o término da estação chuvosa, julho iniciou o período com 109 dos 155 reservatórios do Ceará com volume menor que 30% da capacidade. O consumo de água, na contramão, tende a obedecer o crescimento costumeiro dos meses de agosto a dezembro, de acordo com informações da Cagece.

Com volume em 4,49%, o Açude Castanhão entra na parcela majoritária de reservatórios cearenses que ainda não recuperaram o volume perdido na estiagem. As precipitações do primeiro semestre contribuíram para o crescimento do volume; entretanto, desde junho já diminuiu cerca de 1,27%.

Segundo João Rodrigues Neto, Gerente de Concessão e Regulação da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), as medidas de redução do consumo têm sido eficazes na gestão dos recursos hídricos, mas o Ceará ainda não atingiu a meta. Entre as medidas adotadas para regular e diminuir o consumo, a taxa de contingência têm se mostrado efetiva. A taxa corresponde a um adicional de 20% no valor cobrado pelo consumo de água quando o gasto excede a 80% da média anual.

De acordo com a Cagece, o consumo médio por ligação teve queda de 19% desde 2014, mas no segundo semestre, no entanto, deve subir: "O segundo semestre tem tendência ao crescimento do consumo, afinal são os meses mais quentes. Esperamos que a média de economia se mantenha abaixo da linha de 2016", diz João Rodrigues Neto.

Calor

Segundo Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a variação de temperatura é comum para o período, embora a sensação térmica seja o maior diferencial. "Nesse período, há a menor cobertura de nuvens no céu, fazendo com que a incidência da radiação seja maior", explica.

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