Comidas típicas incrementam a festa junina - Cidade - Diário do Nordeste

TRADIÇÃO NORDESTINA

Comidas típicas incrementam a festa junina

13.06.2008

Do prato principal às sobremesas e bebidas, neste mês de junho as comidas têm a cara do interior nordestino

Quadrilha, fogos de artifício, fogueira, vestidos floridos, calças com remendos e chapéus de palha. Todos os itens que compõem a festa de São João mexem com o imaginário popular e garantem a diversão na hora de cair no forró. Mas para deixar o arraial completo, não podem faltar as comidas típicas. Para satisfazer o público, supermercados e padarias da Capital estão abarrotados com os produtos juninos.

Do prato principal às sobremesas e bebidas, tudo tem a cara do interior nordestino. E como junho é o mês da colheita do milho, esse é o principal ingrediente dos pratos mais tradicionais, sejam doces ou salgados. Vale bolo, pamonha, canjica, pipoca e, claro, o próprio milho, cozido ou assado.

Mas não ficam de fora o arroz doce, bolo de amendoim, de pinhão, cocada, pé-de-moleque, paçoca, queijadinha, tapioca, vatapá, batata doce, maçã-do-amor e quentão. As comidas ficam disponíveis o tempo todo, arrumadas em barracas, sempre ao alcance da mão entre uma dança e outra.

E como o 13 de junho é o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, homens e mulheres afoitos por casar procuram o pãozinho de Santo Antônio, distribuído em algumas igrejas. Para conseguir um companheiro, é necessário comer o pão. E quem já encontrou sua cara-metade, diz a tradição, deve colocar o pão junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca venha a faltar comida.

Há duas explicações possíveis para o termo festa junina. A expressão pode ter surgido porque a festa ocorre no mês de junho, ou ainda por homenagear, também, São João, sendo chamada, inicialmente, de festa joanina.

Historiadores afirmam que a festividade foi trazida para o Brasil pelos Portugueses, ainda durante o período colonial. Além da influência portuguesa, a festa junina brasileira incorporou elementos chineses, espanhóis e franceses.

A tradicional quadrilha é inspirada em danças nobres francesas. O costume de soltar fogos já foi adquirido com os chineses. Da Espanha, teria vindo a dança das fitas. E apesar da festa ter sido influenciada por outros países, aspectos típicos dos índios e até dos negros podem ser percebidos nas festividades.

Os elementos comuns à festa tem significados marcantes, como a fogueira, que serviria para proteger contra os maus espíritos e homenagear todos os santos. Já os fogos, tem como objetivo acordar um em específico, São João. O mastro simboliza o desejo da fertilidade e o casamento caipira brinca com a ansiedade pelo matrimônio.

Para aproveitar bem a festa junina, vale tudo, desde usar as roupas mais caipiras, arriscar um arrasta-pé nas quadrilhas ou mesmo render-se às tentações das guloseimas. Os organizadores da festa só alertam que é preciso ficar atento aos balões e contentar-se com os decorativos, evitando os riscos de incêndios e queimadas.


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