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Comunicado: Salve-se quem puder

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Comunicado

ROBERTO MACIEL - roberto.maciel@diariodonordeste.com.br • Coluna da editoria Cidade

00:00 · 19.05.2017 / atualizado às 00:38

O desarranjo institucional brasileiro, ao que tudo indica, está atingindo seu ápice com a autorização de investigação do STF contra o presidente Temer. Partidos e parlamentares aliados no Congresso amanheceram, ontem, atônitos com a bomba lançada pelos donos da JBS. O campo minado foi explodindo ao longo do dia e fazendo vítimas. Em menos de 24 horas, a 'base aliada' se dissolveu. Deputados federais cearenses da base e da oposição relatam o clima de perplexidade e afirmam, sem pestanejar: o debate já era sobre quem substituirá o presidente da República.

Sem nomes

O cearense Raimundo Gomes de Matos participou da reunião da Bancada do PSDB na Câmara. Não decidiu nada, mas mostrou o quão atônitos estavam os tucanos com o afastamento de Aécio Neves. A pergunta que ecoava nos corredores do Congresso, segundo disse, era, quem poderá unir o País neste momento?

A fita

Enfrentando divergências internas há algum tempo sobre o apoio a Temer, o PSB viveu dia caótico. O deputado cearense Danilo Forte reconheceu que a confirmação das denúncias derrubaria o apoio e o governo. Para ele, a sigla só deve bater o martelo, ao confirmar a gravação. O partido já estaria desembarcando.

Em meio à crise no ninho tucano, o senador cearense Tasso Jereissati é o novo presidente nacional do PSDB, após o afastamento de Aécio Neves do mandato de senador após a delação da JBS. O partido ainda aguarda desdobramentos.

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2º na linha sucessória

É o presidente do Senado, o cearense Eunício Oliveira (PMDB). Em caso de renúncia ou impeachment, o parlamentar cearense deve comandar a sessão conjunta do Congresso que fará a votação do presidente tampão.

22 deputados

Compõem a bancada cearense na Câmara Federal. Em caso de renúncia ou cassação do mandato presidencial, os deputados e senadores devem eleger o novo chefe do Executivo.

"É uma situação insustentável. O que precisamos é acelerar a PEC das eleições diretas. Isso é o que defende o PDT"
André Figueiredo, deputado federal cearense, ao relatar o clima de incertezas no Congresso diante das denúncias.

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Modus operandi

conjunto das delações premiadas da Operação Lava-Jato não expõe só as grandes figuras da política partidária. Ele revela, em detalhes, o 'modus operandi' do fazer político nacional. Do Caixa 2 de campanha eleitoral à propina em dinheiro vivo para o agrado de aliados dos governantes de plantão. E também a promiscuidade da relação de grandes empresários com o Poder.

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