na praia de iracema

Centro Cultural Belchior traz obras de arte do músico

Com cerca de 850m², o Centro Cultural Belchior está situado em um dos principais cartões postais da cidade ( Foto: Kid Jr. )
00:00 · 19.05.2017 / atualizado às 00:34

A Praia de Iracema recebeu, na noite de ontem, um novo equipamento. O Centro Cultural Belchior faz uma homenagem ao músico cearense, morto no último dia 29, com um acervo composto por mais de 60 peças, entre telas, fotografias inéditas e pinturas que homenageiam o cantor. Criado pela Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) e com curadoria do produtor cultural e amigo pessoal, Tota, as peças escolhidas refletem uma imagem do artista. Para Tota, a inauguração do equipamento foi um encontro dos fãs, dos amigos e da família do cantor.

Com cerca de 850m², o Centro fica em um dos principais cartões postais da cidade. Reformado pela Secretaria Regional II (SER II), o imóvel era um pequeno prédio na Orla da Capital cearense. A estrutura traz, entre outras, uma área de uso comum no pavimento superior de onde é possível contemplar o mar.

Com a entrega, a administração do equipamento passa para a Secultfor. Evaldo Lima, secretário da Cultura de Fortaleza, acredita que o Centro é uma ganho para a capital cearense. "Cada espaço homenageia uma de suas músicas, como o auditório À Palo Seco, a Galeria Fotografia 3x4 e a Sala Mucuripe".

Tota, conta que a inauguração foi na verdade um encontro das pessoas que admiravam Belchior. "Estavam fãs, amigos e a família". Ele explica que os visitantes vão apreciar desenhos, telas do cantor, além de obras feitas em homenagem ao músico. "Belchior fazia esculturas, mas eu acabei ficando sem nenhuma", contou lembrando que emprestou um quadro raro para o amigo e nunca recebeu de volta.

O produtor cultural explica que os tributos foram apresentações de amigos e colegas de palco que conheciam o cantor de perto. Tota conta ainda que levou fotografias antigas, que causaram muita emoção. "Eram fotos de mais de 20 anos. Todos choraram depois das apresentações", lembrou.

Ele recorda que conheceu o Belchior por intermédio de outro cantor cearense. "Foi o Fagner que apresentou a gente", revela. O curador conta que ele e o homenageado, além de amigos, foram sócios. "Nós montamos sociedade, tivemos um café juntos, uma produtora, uma galeria de arte em Sobral", disse Tota, que é compadre de Belchior. "Ele só me trouxe emoção e alegria", diz o amigo afirmando ser um privilegiado pela amizade do compositor cearense. "Não sei se eu sou merecedor, mas Deus botou Belchior na minha vida e eu aprendi muito com ele".

Tota lembra do tempo que trabalhou próximo ao cantor e fala sobre as boas atitudes do músico. "Às vezes ele deixava de fazer um show pago para fazer um em um canto mais humilde, para pessoas que realmente queriam ouvir a música dele", recorda.

Ele explica também que Belchior sempre quis influenciar positivamente a juventude. "O que eu tenho dele eu faço questão de mostrar", revela esclarecendo que praticamente todas as peças em exposição no Centro são de sua propriedade. "O Ceará e o Brasil perderam um dos seus grandes poetas".

Homenagens

O músico cearense Belchior teve morte confirmada no dia 30 de abril, no Rio Grande do Sul, aos 70 anos. Belchior recebeu homenagens em Fortaleza e Sobral e foi enterrado no Cemitério Parque da Paz. No Festival Maloca Dragão, realizado no dia 30 de abril, cantores se reuniram no show "Viva Belchior - Tributo dos artistas cearenses ao rapaz latino-americano".

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