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Cearense leva ouro em Olimpíada

01:00 · 01.08.2018
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Ivna de Lima Ferreira Gomes garantiu a medalha dourada e Orisvaldo Salviano Neto ficou com o bronze

Realizada em duas cidades do leste europeu - Bratislava, na Eslováquia, e Praga, na República Tcheca - a 50ª edição da Olimpíada Internacional de Química garantiu um resultado inédito para o Ceará e, quiçá, para o Brasil. Pela primeira vez na história da competição, que ocorre desde 1968, a medalha de ouro saiu para o país tupiniquim.

A jovem cearense Ivna de Lima Ferreira Gomes, de 16 anos, aluna do colégio Farias Brito, garantiu a medalha dourada após uma série de exercícios práticos e teóricos sobre a área pertencente às Ciências da Natureza. Ao lado da cearense, o paulistano Vinícius Filgueira Armelin, de 16 anos, natural da cidade de São Bernardo do Campo, também venceu a competição, na qual participaram 304 estudantes de 76 países.

Para completar o resultado, outros dois jovens cearenses também foram premiados na 50ª edição da competição internacional. João Victor Moreira Pimentel, de 16 anos, levou a prata; e Orisvaldo Salviano Neto, de 17 anos, estudante do colégio Ari de Sá, foi agraciado com um dos bronzes na competição. Os três cearenses já haviam participado da Olimpíada formando a delegação brasileira na edição de 2017, ocorrida na Tailândia.

Organizados em times de quatro por delegação nacional, dos 304 participantes, foram premiados 198; sendo 95 deles com o bronze, 65 com a prata e 35 com o ouro. Dez jovens ainda receberam menções honrosas de acordo com seus desempenhos específicos na competição.

A cerimônia de premiação foi realizada na Casa Rudolfinum, sede da Orquestra Filarmônica da República Tcheca, na capital do País, Praga. O evento contou com a presença de autoridades políticas e educacionais dos dois países europeus.

A campeã cearense da Olimpíada Internacional de Química, Ivna Gomes, relatou que a experiência de participar pela segunda vez dessa competição foi ainda melhor. "É muito boa, eu já tinha ido uma vez e fui de novo neste ano. Reencontrei muitos amigos e, ter esse contato com pessoas de outros países, mas que ao mesmo tempo nutrem um sonho em comum, é incrível demais", disse a estudante.

Inspiração

A jovem ressaltou que a vitória também pode funcionar como um incentivo, uma vez que "nossos representantes não se atentem para um campo que é importante para o desenvolvimento".

Com provas práticas e teóricas individuais, cada uma com duração de 5h30, Ivna Gomes conseguiu, ainda assim, sagrar-se com o primeiro lugar. "Eu sou brasileira, mulher, nordestina e trazer essa medalha, tendo todas essas características é importante para inspirar as pessoas e, principalmente, os estudantes do Ceará e mostrar que a gente consegue", afirmou.

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