Em 2018

Ceará registra 59 mortes pelo vírus influenza

01:00 · 02.06.2018

Com 59 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pelo vírus da influenza registradas no Ceará, nos cinco primeiros meses do ano, 2018 já supera o total de mortes pelo vírus contabilizadas nos últimos 8 anos no Estado. Entre 2010 e 2017, o agravo da Síndrome por influenza resultou em 57 mortes no Ceará. Antes deste ano, o período que registrou maior número de óbitos foi 2016, com 17 mortes. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), divulgado na última sexta-feira (1º).

A influenza é uma doença infecciosa aguda das vias aéreas. Segundo o Ministério da Saúde, existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O tipo C, explica o órgão, causa apenas infecções respiratórias brandas e não possui impacto na saúde pública. Já o vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

No Ceará, em 2018, conforme o Boletim Epidemiológico da Sesa, até o dia 30 de maio, das 59 mortes por influenza, 46 foram causadas pelo tipo A (H1N1), três por influenza A H3/sazonal, dois por influenza A não subtipado e oito por influenza B.

Do total de óbitos, 33,9% foram de pessoas com mais de 60 anos de idade e 10,4% em crianças que tinham entre 1 a 4 anos. O mês de abril registrou o maior número de mortes, com 45 ocorrências. Em maio foram contabilizadas as outras 14. Das vítimas, 40,7% não eram vacinadas, conforme informa o Boletim da Sesa. Dos pacientes que evoluíram para óbito, 26 eram moradores de Fortaleza. Os demais eram moradores de outras 23 cidades.

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