sem recomendação vacinal

Ceará está entre áreas sem casos de febre amarela

Quem vai para outros estados, no entanto, deve estar atento à lista de municípios que exigem imunização

01:00 · 13.01.2018 por Vanessa Madeira - Repórter

A inclusão de novas áreas brasileiras entre os locais com recomendação de vacinação contra febre amarela deve ampliar a demanda pelo medicamento em todo o País. O Ceará continua sendo uma da regiões sem orientação do Ministério da Saúde para imunização e sem casos registrados no atual surto da doença, mas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que aqueles com viagem marcada para outros estados devem ficar atentos à lista atualizada de municípios que exigem a proteção.

Locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, inclusive suas respectivas capitais, passaram a ter recomendação para vacina após o aumento do número de áreas de risco para a infecção. Além destas, áreas com histórico de endemia da doença seguem com a necessidade de imunização, a exemplo dos estados da Região Norte, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e determinados municípios do Piauí. "Todas as pessoas que viajarem daqui para esses lugares têm que estar vacinadas", diz Vanessa Soldatelli, coordenadora de imunização da SMS.

Vanessa afirma que, por mês, 2.500 doses estão sendo disponibilizadas à população com indicação para a vacina em cinco unidades de saúde da Capital. Para obter a vacina, é necessário procurar os postos com, no mínimo, 10 dias de antecedência do deslocamento e apresentar comprovante de viagem para as áreas onde a imunização é recomendada. Podem receber a proteção pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos.

Vacina fracionada

A coordenadora esclarece que as vacinas aplicadas em Fortaleza não são fracionadas, a exemplo das que serão adotadas nas campanhas de imunização em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro entre fevereiro e março deste ano. A nova estratégia foi anunciada pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (9).

Segundo Vanessa, a técnica só é necessária em casos onde a quantidade de vacinas disponíveis não é suficiente para imunizar todo o público-alvo. "Não adotamos esse método porque o quantitativo de vacinas que estamos aplicando não é tão significativo para uma medida como essa. No Rio de Janeiro e em São Paulo, onde vão ter que vacinar toda a população, são milhões de doses", explica.

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