INFLUENZA

Ceará é terceiro do País em cobertura vacinal

Estado já superou a meta de 90% do público prioritário da campanha vacinado e fica atrás só do Amapá e de Goiás

00:00 · 11.06.2018
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1.743.553 pessoas tinham sido vacinadas, no Ceará, até o fim da tarde do dia 10. O público com maior cobertura é o de professores, com 116,44% ( Foto: José Leomar )

O fim da campanha de vacinação contra a Influenza está próximo: a data limite é o dia 15 de junho, novo prazo após a prorrogação informada pelo Ministério da Saúde, no dia 30 de maio. Até o momento, o Ceará é o terceiro Estado do Brasil com maior cobertura vacinal, com 91,58% do público prioritário alcançado, conforme balanço do Sistema de Informação do Programa de Imunizações (Sipni). Apenas o Amapá, com 98,05%, e Goiás, com 103,23%, apresentam resultados melhores.

Em números absolutos, 1.743.553 pessoas tinham sido vacinadas, no Ceará, até o fim da tarde do dia 10. O público com maior cobertura, por enquanto, é o de professores, com 116,44%, seguido de trabalhadores da saúde (108,82%), puérperas (102,72%), indígenas (94,26%) e idosos (92,57%). Apenas dois grupos têm índice de vacinação abaixo de 90%: as gestantes, com 83,28%, e as crianças com idade entre seis meses e cinco anos, com 82,08%.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é respaldada tanto por estudos epidemiológicos quanto pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

No fim de maio, a coordenadora de Imunização da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Ana Vilma Braga, adiantou que a vacinação não será ampliada para outros grupos porque não deve sobrar vacina. Segundo ela, também não será disponibilizada cota extra de doses. Caso isso aconteça, a recomendação do Ministério da Saúde é a aplicação em crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

Óbitos

Ainda segundo o Ministério, 100% das doses da vacina (60 milhões) já foram distribuídas aos estados. Em todo o País, quase 25% do público prioritário (mais de 13 milhões de pessoas) ainda precisam ser vacinados. A doença ainda preocupa: 2018 é o ano que mais contabilizou óbitos pelo vírus da influenza no Ceará, desde que se iniciou o registro da série histórica sobre os casos e as mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em 2009. Segundo o último boletim epidemiológico da Sesa, divulgado na sexta-feira (8), em 2018, 63 pessoas morreram devido ao agravamento da influenza no Estado. Entre 2009 e 2017, foram 59 mortes.

Fatores

Embora 2018 lidere a lista de óbitos, a taxa de letalidade neste ano, segundo a Sesa, é a sexta menor desde 2009. Para o infectologista e pediatra do Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), Robério Leite, isso está relacionado ao número de casos contabilizados. Em 2018, segundo o boletim, o Ceará registrou 405 casos de influenza. Entre 2009 e 2017, o Estado teve 412 casos da doença.

"É uma proporção de mortes dentro do padrão esperado do que vinha acontecendo anteriormente. Mas o número de casos é que é extremamente elevado", explica Leite, dizendo que ainda não se sabe ao certo quais fatores isolados ou associados têm feito com que esse ano o registro de casos de influenza seja tão elevado no Ceará. O médico também esclarece que o cenário agora é menos alarmante porque já temos a proteção vacinal.

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