H1N1 nos grupos prioritários

Ceará é o terceiro Estado, com 82% de imunização

Começa neste sábado (26) o último fim de semana da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza

01:00 · 26.05.2018

Durante o último mês, o Ceará ficou em terceiro lugar com maior cobertura vacinal no País, com 82% da população-alvo imunizada e 47 municípios com a meta mínima, que é de 90% de cobertura, cumprida. Em Fortaleza, até o início da tarde dessa sexta-feira, 400 mil pessoas receberam as doses, segundo o DataSus. Apenas dois postos de Saúde do Município estarão abertos com a Campanha durante sábado e domingo: o Posto de Saúde Paulo Marcelo, no Centro, e o Posto de Saúde de Messejana.

"Não há mais aquela grande demanda do começo da vacinação. Já imunizamos meio milhão de pessoas. Estes dois locais vão suprir a necessidade que ainda existe", pontua a coordenadora de Imunização do Município, Vanessa Soldatelli.

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Três grupos prioritários da Campanha ainda preocupam pela baixa adesão: crianças (58,62%), idosos (78,23%) e gestantes (60,72). Esses públicos são mais vulneráveis pois, geralmente, são dependentes de outras pessoas ou detêm pouca informação. As puérperas chegaram a 85,2% de cobertura, também ainda abaixo da meta.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), neste último período de vacinação, deve realizar uma "busca ativa". A procura será feita em instituições de ensino, no caso de crianças; e em associações, por idosos. As gestantes serão buscadas por agentes de saúde. Este último público é o mais alarmante, mesmo sendo 28.103 mulheres, 157.052 crianças e 242.430 idosos.

"É muito difícil lidar com as grávidas porque muitas têm pouca informação. Além disso, há muitos médicos que não indicam a vacina", relata a coordenadora. Até agora, 17.064 gestantes foram vacinadas na Capital.

Professores do Ensino Básico e Superior e trabalhadores da Saúde formam os únicos grupos que não só atingiram a meta prevista de 90% como a ultrapassaram. Mais de 29 mil professores (de 21 mil) foram imunizados. Do mesmo modo, 67 mil profissionais da saúde (de 66 mil) foram vacinados. A coordenadora revela que muitas pessoas chegam com informações falsas sobre fazer parte destes grupos, mas, sem provas, não é possível negar a vacina.

Em 2017, os índices de imunização em Fortaleza ficaram abaixo do esperado. Como a prevenção não dura um ano inteiro, perdendo sua força a partir do quarto mês, muitas pessoas, mesmo vacinadas ano passado, adoeceram no começo de 2018. Se todos os públicos prioritários forem imunizados até o fim da campanha atual, o esperado é que em 2019 o número de infecções não seja tão alto.

"Foi muito complicado no começo, quando chegaram a faltar doses. Mas antecipamos a chegada das seguintes e o Boletim Epidemiológico demonstrou que o número de casos caiu. Fica agora o alerta para que as pessoas continuem buscando a imunização", destaca Vanessa.

No Estado, até a tarde dessa sexta-feira, 1.563.137 pessoas tomaram a vacina, ou seja, 82,10% de cobertura. Crianças, idosos e gestantes também continuam com baixa adesão no cenário estadual. Professores e trabalhadores da Saúde também ultrapassam. Já as Puérperas, atingiram a meta, com 94.42%.

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