CE quer reduzir mortalidade infantil em 10% - Cidade - Diário do Nordeste

ATÉ 2010

CE quer reduzir mortalidade infantil em 10%

24.06.2009

A cada mil nascidos vivos no Ceará, 16,2 morrem antes de completar um ano de vida, segundo a Sesa

O Ceará pretende encerrar 2009 com uma redução de 5% na taxa de mortalidade infantil e diminuir mais 5% em 2010 para chegar ao patamar de 14,74 óbitos por mil nascidos vivos no próximo ano. O índice de 2008 foi de 16,2. O mais grave dessa estatística é que uma média de 54% das crianças morrem nos primeiros sete dias de vida, incluindo as perdas fetais a partir da 22ª semanas de gravidez.

Levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) revela que o número de óbitos perinatais foi de 2.819 casos em 2007. As causas das mortes, segundo o titular da Sesa, João Ananias, estão relacionadas, por exemplo, à qualidade do pré-natal e de recursos para melhorar a estrutura de atendimento ao recém-nascido prematuro e de baixo peso; falta de leitos neonatais; transporte inadequado do Interior para os centros de referência; carência de unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, entre outras.

João Ananias admite que não é possível corrigir essas falhas com os parcos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, ele espera a liberação de verbas do governo federal para colocar em prática o Plano Estadual de Redução da Mortalidade Infantil. O plano prevê, por exemplo, a implantação de 57 novos leitos de UTI Neonatal, passando dos atuais 118 para 175; criação de 209 leitos nas Unidades de Cuidados Intermediários Neonatal (UCI) e a expansão da cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) nos 18 municípios considerados prioritários, por concentrarem 50% dos óbitos infantis do Estado.

Em 2008, a taxa de mortalidade infantil foi de 16,2 por mil nascidos vivos. De acordo com o Ministério da Saúde, no período de 2000 a 2007, morreram no Ceará 24.121 crianças menores de um ano. A maior quantidade de óbitos foi registrada em Fortaleza, com 6.484 casos. Juazeiro do Norte aparece em segundo lugar, com 678 óbitos, e Caucaia em terceiro, com 604 mortes.

Diante desses números, o plano vai centralizar as ações de diminuição da mortalidade infantil em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Canindé, Itapipoca, Quixadá, Sobral, Tianguá, São Benedito, Viçosa do Ceará, Crateús, Camocim, Granja, Iço, Iguatu, Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte.

Para o presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosens), Policarpo Barbosa, ações simples podem obter grandes resultados no combate à mortalidade infantil, como, por exemplo, a distribuição de soro oral e de antibióticos e a instalação de PFS e de agentes de saúde.

NO ESTADO

57 novos leitos de UTI neonatal, sendo 30 em Fortaleza e 27 em Sobral

209 novos leitos serão criados nas unidades de cuidados intermediários neonatal, sendo 110 em Fortaleza, 65 em Sobral e 34 no Cariri

30 leitos para gestante de médio e alto risco, incluindo UTI serão implantados

Ampliação da rede de bancos de leite humano, sendo dois em Fortaleza, um em Sobral e um no Cariri

Capacitação permanente dos profissionais especializados em urgência obstétricas e neonatais dos 18 municípios prioritários

Garantir transporte seguro da gestantes ou do recém-nascido para Centros de Referência

SUELEM CAMINHA
Repórter

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