Programa rede cegonha

Casa da Gestante comemora 1 ano de funcionamento

De acordo com a direção, 70% do público são do Interior, e os outros 29,4% são mães de Fortaleza que moram em bairros muito afastados ( FOTO: HELENE SANTOS )
01:00 · 04.05.2018

Apoio para si e para o filho durante e após o parto, é isso o que as mães com gravidez de risco atendidas na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) encontram ao serem encaminhadas à Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP) em Fortaleza. O serviço, parte do programa Rede Cegonha, do Ministério Federal, recebe com infraestrutura e apoio de equipe multidisciplinar gestantes e puérperas que receberam alta mas ainda precisam de algum acompanhamento de menor vigilância, tanto para si quanto para o bebê, e que têm dificuldade de deslocamento para a MEAC. 379 mulheres já foram beneficiadas com o equipamento parte do Complexo Hospitalar UFC/Ebserh.

A Casa da Gestante foi criada em novembro de 2016 e começou a funcionar em 14 de abril de 2017. A inauguração aconteceu em 4 maio do ano passado, hoje sendo comemorados 1 ano de serviços prestados. "Essa casa faz parte um projeto do Ministério da Saúde dentro da Rede Cegonha", comenta a coordenadora da CGBM, Karla Abreu. A Portaria Nº 1.020 organiza as casas dentro do modelo exigido pelo Governo Federal.

"70% do nosso público são do Interior do estado, e os outros 29,4% são mães de Fortaleza que moram em bairros muito afastados e têm dificuldade de deslocamento", explica a coordenadora. "Há uma grande demanda, uma grande necessidade, e a casa veio para melhorar a utilização dos leitos obstétricos de alto risco", explica a coordenadora sobre os leitos que são liberados pela transferência das mães para a CGBP, que fica a apenas 250 metros da maternidade-escola.

Atualmente, a casa funciona com três quartos e 15 leitos para mães e suporte para sete recém-nascidos, ou seja, de porte intermediário. Para as mães que não podem voltar para casa, como Natanaelma Ferrás, que mora em Paracuru, o suporte dado pela casa fez toda a diferença no acompanhamento da gravidez das gêmeas que está esperando há 34 semanas.

"Minha médica mandou vir para uma avaliação e, como Paracuru não tem estrutura para nascer um prematuro, eu fui encaminhada para cá. Depois que eu cheguei, fizeram os exames e preferiram que eu ficasse", conta a usuária da casa, que é acompanhada pela equipe de enfermeiros, técnicos em enfermagem, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais em escala de plantão ou sobreaviso.

Família

Sobre a equipe, Natanaele asserte: "É como se fosse uma família". De acordo com a coordenadora da CGBP, "a gente faz um trabalho muito além do atendimento em nível biológico, mas também psicológico. Cada uma que chega, traz sua história de vida, algumas chegam muito tristes porque tem problema na gravidez e saem daqui bem, felizes, fazemos um resgate da autoestima". Para Natanaele, a possibilidade de estar próximo a esses serviços tornou a espera das gêmeas mais tranquila: "Ia ser mais difícil, só em sair de Paracuru, procurar transporte, ficaria bem mais complicado".

Em comemoração ao primeiro ano de funcionamento da Casa da Gestante, o equipamento realiza um evento nesta sexta (3) às 9h na própria casa, no complexo.

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