Lagosta

Carência de pessoal dificulta fiscalização

01:00 · 31.05.2018

Segundo Miller Holanda, chefe da Divisão Técnico-Ambiental do Ibama, as ações fiscalizatórias do órgão estão voltadas ao litoral Leste e Oeste do Estado. "O grosso, o volume, vem pelos postos de outras regiões do Estado. Não temos efetivo suficiente. A venda no Mercado dos Peixes também é pequena. É fato que o nosso barco não apresentou condições de navegabilidade na região", explicou o profissional. Conforme Miller, foram realizados sobrevoos nas últimas semanas em Aracati, Acaraú e Fortim. Mais de 15 embarcações foram flagradas.

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Em 2018, o órgão já apreendeu 400kg de lagosta em fiscalizações e arrecadou R$53 mil em multas. No ano passado, o órgão apreendeu 16 toneladas do animal com pesqueiros irregulares. "O que a gente nota é uma maior preocupação dos donos de restaurantes e redes de hotéis. Muitos pedem toda a documentação e tem barcos específicos com quem eles trabalham", explicou. Segundo ele, o Ibama também realizou apreensão de rede de fundo que captura lagosta miúda. As armadilhas (covos, cangalhas ou manzuás) são os únicos apetrechos de pesca permitidos.

Mergulho

Também é proibida a pesca de mergulho com uso de compressor (método que, além de predatório, coloca em risco a saúde dos mergulhadores) e a pesca a menos de 4 milhas da costa (7,2 km). São nessas áreas que se concentram as lagostas mais jovens.

Outra ação iniciada pelo Ibama no Estado do Ceará, foi a solicitação de profissionais de outros estados nas fiscalizações. "Solicitamos reforço de profissionais em portos de outros estados como Paraíba, Bahia e Brasília para monitorar a orla ao longo do litoral cearense", declarou Miller Holanda.

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