transtorno necessário

Capital tem bloqueio de trânsito no entorno de 17 obras

Apesar de causarem transtornos, os bloqueios são necessários para a conclusão das obras

01:00 · 28.08.2018
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Os congestionamentos no entorno da Via Expressa, na confluência com a Avenida Santos Dumont e Avenida Engenheiro Santana Júnior, são constantes, principalmente nos horários de pico ( FOTO: JOSÉ LEOMAR )

Canteiros de obras. Máquinas. Operários e enormes filas de veículos. Este é o cenário em diversos pontos da Capital cearense que, atualmente, conta com pelo menos 17 obras de mobilidade urbana, conforme dados da Prefeitura. Para serem concluídas, no entanto, se faz necessário o bloqueio - seja parcial ou em sua totalidade - de ruas e avenidas. Embora as interdições gerem algum grau de desconforto à população, o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Ângelo Azevedo, analisa que são intervenções positivas.

O especialista analisa que não há outra alternativa viável senão as interdições, mas adverte que algumas medidas cautelares podem evitar o aumento subjetivo dos congestionamentos. "Toda obra deve ter um planto logístico de tráfego. Não se pode simplesmente bloquear uma via sem antes realizar um estudo prévio que analisa, sobretudo, quais ruas secundárias podem servir como desvios. Outro fator preponderante é não realizar obras próximas uma das outras pois, desse modo, os bloqueios podem se aproximar muito, causando assim prejuízo maior aos motoristas. Abordando estes aspectos, os danos podem ser amenizados, uma vez que não há outra solução que não seja o bloqueio para dar continuidade às obras", observa Mário Ângelo.

Ontem, um enorme congestionamento se formou na Avenida Santos Dumont, no trecho compreendido entre o cruzamento com a Via Expressa e a Avenida Engenheiro Santana Júnior, no sentido para a Praia do Futuro. A lentidão no trânsito decorreu da interdição de parte da Rua Professor Silas Ribeiro (continuação da Avenida Dom Luís), no bairro Papicu.

A avenida é uma das mais movimentadas da cidade. Conforme a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), são cerca de 15 mil veículos trafegando por dia naquele ponto.

O bloqueio, dos dois sentidos da via, teve início na última sexta-feira (24) e foi liberado às 23 horas dessa segunda-feira. O perímetro foi interditado para viabilizar o andamento às obras de implantação do VLT Parangaba-Mucuripe.

No local bloqueado ocorreu a demolição do viaduto existente. Para o disciplinamento do tráfego no entorno das obras que estão sendo realizadas em Fortaleza, a AMC disponibiliza, por dia, 50 agentes e orientadores que atuam em todos os turnos. Ainda segundo a Autarquia, "a solução de desvios implantada foi resultado de um estudo técnico que considerou o volume das vias e os conflitos existentes".

Positiva

Preso no engarrafamento por quase 40 minutos, o auxiliar de escritório Rogério Sobrinho Paiva, 37, vê a interdição como positiva. "Entendo que a gente está sofrendo um pouquinho agora para se beneficiar mais tarde, quando tudo estiver pronto". A cuidadora de idosos, Kátia Núbia Ferreira, 34, também aceita os bloqueios, "desde que eles sejam realmente benéficos para a população como um todo, sem que as obras se arrastem por anos e anos".

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