meio ambiente

Capital é a 3ª em atenção ao clima

01:00 · 17.08.2018
bike praia
Incentivos de mobilidade urbana, como a ampliação do uso de bicicletas são políticas para diminuírem a emissão do carbono ( FOTO: REINALDO JORGE (14/12/2016) )

Atrás apenas de Belo Horizonte e Recife, Fortaleza se classifica como a terceira cidade do Brasil com maior compromisso no que se refere às mudanças climáticas, conforme informou o secretário executivo dos Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Rodrigo Perpétuo. A afirmação foi proferida, na tarde de ontem (16), durante o Seminário sobre mudanças climáticas, que aconteceu no Paço Municipal. "Fortaleza está entre as três primeiras tanto com esse compromisso em relação as mudanças climáticas, como também ao processo de implementação de algumas políticas. Belo Horizonte está um pouco a frente porque começou a trabalhar com mais antecedência, mas fortaleza tem tudo para avançar e em três anos se tornar a cidade pioneira e referência no Brasil", afirma Rodrigo Perpétuo.

O evento faz parte do projeto Urban-Leds II, que tem como objetivo gerar alternativas para enfrentar as variações do clima por meio de estratégias que desenvolvam a cidade com baixo uso de carbono. Financiado pela União Europeia, contemplou quatro países em sua primeira fase e oito nesta segunda, em ambas o Brasil estava na lista e Fortaleza também.

Iniciativas

De acordo com Rodrigo, Fortaleza guarda algumas características que a colocam ao mesmo tempo a frente de algumas políticas públicas e também como uma cidade que apresenta algumas vulnerabilidades às mudanças climáticas. "Algumas iniciativas daqui já são exemplos para o Brasil, como a mobilidade urbana ativa que envolve integração dos modais de transporte - incentivo à bicicleta, carro compartilhado, a preocupação de ampliar o uso dos transportes públicos a partir dos corredores -, além de um conjunto de intervenções que estão em sintonia com a sustentabilidade", revela o titular do Iclei. Contudo, a capital sofre com ondas de calor, e seca, ameaçando o abastecimento de água, conforme afirmou Perpétuo.

Carbono

A emissão do gás carbono na atmosfera, um dos temas mais debatidos do Seminário sobre mudanças climáticas, é um dos fatores que prejudicam a qualidade de vida. Em Fortaleza, segundo a titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, Águeda Muniz, 65% da emissão do gás provém dos veículos automotores, 31% dos resíduos de lixo e os outros 4% ficam distribuídos entre a energia e a construção civil.

"Todos os incentivos de mobilidade urbana, como o VLT, a ciclofaixa de lazer, além dos ecopontos para coleta seletiva de lixo, são políticas para diminuírem a emissão do carbono", relatou a secretária. Segundo ela, a emissão do gás carbono influencia diretamente no clima e na saúde. Para consolidar-se como uma cidade sustentável, os moradores de Fortaleza devem prestar atenção em atividades simples, afirma Rodrigo Perpétuo.

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