mobilidade urbana

BR-116 ganhará corredor de ônibus do km 1 ao 10

O canteiro central se transformará no corredor, com início no Terminal de Messejana até a Av. Aguanambi

A primeira fase de intervenção será a construção do corredor de ônibus e, provavelmente, terá início pelo bairro Messejana. A rodovia terá plataformas elevadas com embarque/desembarque e 14 abrigos especiais, sendo dois por plataforma
01:00 · 28.06.2018 / atualizado às 01:55 por João Lima Neto - Repórter
A Rodovia Santos Dumont, mais conhecida como BR-116 registra grandes congestionamentos no começo da manhã, no sentido Interior/Capital e no fim da tarde no sentido contrário ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )

O trânsito da Capital deve sofrer novas intervenções. A Prefeitura de Fortaleza abriu licitação pública internacional, na última segunda-feira (25), para contratar empresas para executar as obras de implantação de um corredor de ônibus na Rodovia Santos Dumont, a BR-116. O projeto propõe a criação da área no canteiro central da via, com inicio no Terminal de Messejana até a Rotatória Manuel Dias Branco - o BRT Messejana/Centro. Conforme a titular da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), Manuela Nogueira, a estimativa é que as obras comecem até outubro deste ano.

A empresa contratada irá cuidar da terraplenagem e pavimentação na área de intervenção, em virtude das adequações da geometria para implantação do corredor de transporte; implantação de plataformas elevadas com embarque/desembarque em nível; instalação de iluminação nos acessos às passarelas e nas plataformas; instalação de 14 abrigos especiais, sendo dois por plataforma; requalificação das calçadas nos entornos dos acessos às passarelas; escoamento superficial à previsão da vazão a ser recebida pelo sistema de drenagem durante a ocorrência das chuvas, tendo em vista a alteração que o trecho da BR entre os Km 1 a 10 sofrerá.

Além disso, serão feitas instalações de dispositivos de captação de água (boca- de-lobo) e dispositivos para condução da água captada (galerias de águas pluviais). O desenho da via, atualmente, conta com canteiro central, três faixas em cada sentido, acostamento, canteiro separador e via auxiliar com duas faixas. Essa configuração será mantida, entretanto serão acrescidas duas faixas exclusivas para corredor de transporte, na área entre os guardrails, as barreiras de proteção que estabelece os limites da pista. De acordo com o documento, as plataformas elevadas de ônibus terão baias de embarque e desembarque, permitindo que haja ultrapassagem entre os veículos. O acesso será exclusivo por passarela.

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Pedestres

Em estudo apresentado na licitação, a Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf) explica que ao longo de toda a rodovia, foram catalogados os principais pontos de conflito, sendo a travessia de pedestres o maior causador de acidentes principalmente na região entre os viadutos da Avenida Oliveira Paiva e o da Avenida Frei Cirilo, duas áreas marcadas com grandes aglomerados habitacionais.

Dessa forma, será instalado ao longo de todo o trecho de intervenção e no entorno das plataformas elevadas, gradil Nylofor, para impedir travessias arriscadas de pedestres.

Prazos

De acordo com a secretária de Infraestrutura do Município, Manoela Nogueira, a primeira fase intervenção será a construção do corredor de ônibus e, provavelmente, terá início pelo bairro Messejana. "A gente dividiu a obra em duas etapas. A primeira etapa será no canteiro central. Vamos pegar um pedaço da faixa de cada lado. Haverá um impacto menor do que se pensa sobre o trânsito. A gente vai trabalhar com muito cuidado", disse Manuela.

Na avaliação do professor Mário Ângelo Azevedo, do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), o corredor é benéfico pois facilita o tráfego e prioriza o sistema público de transporte. "É algo histórico, a construção das cidades no entorno de rodovias. O fluxo atual da BR 166 é desordenado. Um acidente é o suficiente para mostrar os problemas". Ainda segundo Azevedo, o valor deste tipo de intervenção é mais barato. "O custo está dentro do orçamento do Município. Um sistema ferroviário, como o Veículo Leve sobre trilhos (VLT), poderia sair caro", conclui.

A BR-116 registra congestionamentos no começo da manhã, no sentido Interior/Capital e no fim da tarde no sentido contrário. Os engarrafamentos devem diminuir com as obras na Av. Aguanambi, que fazem parte do BRT Messejana/Centro.

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