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Bombeiros alertam para o manuseio de fogos de artifício

Atualmente, apenas cinco casas de fogos são acompanhadas periodicamente pelo Corpo de Bombeiros

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a embalagem dos fogos de artifício, por exemplo, informa para qual idade o morteiro está liberado, geralmente para maiores de 18 anos FOTO: JOSÉ LEOMAR
01:00 · 31.05.2018 por Márcio Dornelles - Repórter

Quem brinca com fogo pode se queimar. O recado é antigo, geralmente carregado com alguma memória de dor. Se a diversão com o perigoso elemento já acontece naturalmente, durante o período de São João, então, não pode faltar uma boa fogueira e fogos de artifício. Junte a isso o segundo maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de Futebol da Rússia. A preocupação e os cuidados precisam ser amplificados para não transformar um período de festa em mais uma lembrança de sofrimento no mês de junho.

Atualmente, apenas cinco casas de fogos são acompanhadas periodicamente pelo Corpo de Bombeiros do Ceará, com visitas técnicas e treinamentos anuais com os chamados "blasters", profissionais capacitados para o manuseio correto de fogos de artifício, inclusive para a realização de shows pirotécnicos. Cada estabelecimento com prévia autorização do órgão precisa garantir a presença de, pelo menos, um funcionário com a qualificação específica. O ponto é visto com tranquilidade pelo comandante de Engenharia de Prevenção de Incêndios do Corpo de Bombeiros, coronel Eduardo Holanda. Cada casa costuma ter mais de um atendente com diploma no curso especial.

A preocupação se volta para outros comércios, a maioria, que não são especialistas na área de fogos de artifício, mas vendem o produto solto, misturado a outros equipamentos, com pouco ou nenhum cuidado. As lojas liberadas são fiscalizadas integralmente, desde o local onde o material está armazenado, a forma e disposição dele, até o tipo de iluminação do espaço, obrigatoriamente sem o chamado "centelhamento", que são as faíscas produzidas no acionamento do dispositivo elétrico.

Instruções

"Procure a casa especializada, porque a gente sabe a procedência dos fogos, não só a questão do armazenamento. A gente pode garantir que os fogos passaram por controle de qualidade, que tem a segurança necessária, tem a condição de explicar aos clientes", aconselha Holanda. O coordenador de atividades técnicas destaca que além dos profissionais capacitados para a melhor orientação dos clientes, as próprias embalagens trazem instruções específicas do produto, que devem ser respeitadas rigorosamente para reduzir os riscos de um acidente.

A embalagem, por exemplo, informa para qual idade o morteiro está liberado, geralmente para maiores de 18 anos. Às crianças, o ideal é comprar as conhecidas bombinhas "traque", que são explodidas no contato com o chão. Aos adultos, a orientação é tão séria quanto. Se a eles cabe a tarefa de acionar as bombas, não podem consumir bebidas alcoólicas. "São procedimentos básicos de segurança. Se o pessoal estiver fazendo uso de bebida, não pode usar fogos, em hipótese nenhuma. Essa mistura de fogos e álcool é literalmente explosiva", lembra o coronel Eduardo Holanda. Outra dica é soltar morteiros apenas em locais abertos, longe de zonas residenciais ou fiações elétricas, e sempre na posição vertical, utilizando outro objeto como base, para distanciar ainda mais a bomba das mãos.

193

Em caso de imprevistos, como a queda repentina de alguma bomba ou mesmo descuido no momento do soltá-la, o Corpo de Bombeiros deve ser comunicado imediatamente pelo número de emergência 193. "A gente orienta para qualquer princípio de incêndio já acionar o Corpo de Bombeiros imediato. A própria atendente da Ciops, com as características do caso, vai dar orientação mais específica, podendo pedir pelo combate imediato ou evacuação da região afetada", explicou o oficial.

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