Bebê precisa de ajuda para fazer transplante - Cidade - Diário do Nordeste

Doação

Bebê precisa de ajuda para fazer transplante

17.11.2012

Para os médicos, a única chance do pequeno Miguel, de um ano e quatro meses, é fazer a cirurgia em Curitiba

Há pouco mais de um ano, a vida do pequeno Miguel Siebra, hoje, com um ano e meio, mudou completamente. Após contrair dengue, a doença evoluiu para a forma hemorrágica e atingiu sua medula óssea, iniciando um quadro de síndrome hemafagocitica, mal em que o sistema de defesa não só ataca os agentes causadores da enfermidade, mas também os componentes do sangue. Desde então, Miguelzinho, como é conhecido, foi submetido à quimioterapia e a medicamentos específicos fundamentais para sua saúde, mas também desgastantes para ele e sua família.


No Ceará, há oito pessoas na fila de espera por um transplante de medula óssea. Para doar, a pessoa deve ter entre 18 e 55 anos Foto: Miguel Portela (25/10/2006)

Ainda no período de tratamento, o garoto adquiriu uma virose que comprometeu a visão e alguns movimentos do corpo. Para evitar que Miguel fique novamente doente e o caso piore, a única solução, de acordo com os médicos, é a realização de um transplante de medula óssea o mais rápido possível.

"Como ele ainda é praticamente um bebê, o caso dele não pode esperar, e os médicos afirmam ser arriscado entrar em uma fila de espera nos hospitais públicos, por isso, há a necessidade de irmos para Curitiba (PR), onde o processo pode ser mais rápido", afirmou Cátia Siebra, mãe de Miguel.

Assim, Miguel e sua família precisam ir para um hospital particular de Curitiba, onde todo o procedimento será efetuado. Segundo Cátia, o possível doador de Miguelzinho já foi encontrado na capital paranaense, porém, mais alguns exames estão sendo feitos para que todo o processo ocorra com sucesso.

Atualmente, conforme a mãe, o garoto se encontra saudável, sorrindo e brincando, mas ainda não está curado e qualquer doença que contraia, por mínima que seja, pode se agravar e comprometer sua saúde. Depois do transplante, conforme Cátia, ele ainda precisará permanecer durante alguns meses no hospital, o que gera custos para a família, que precisa de ajuda e doações.

Espera

Apesar de Miguel já ter um possível doador, ainda existem pessoas na fila de espera por uma medula óssea. No Ceará, atualmente, o número chega a oito. De acordo com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), para doar basta ter entre 18 e 55 anos, estar saudável e procurar um hemocentro portando o RG.

Há postos de coleta em Juazeiro, Quixadá, Fortaleza, Crato, Sobral e Iguatu. Em Fortaleza, o único local que realiza esse tipo de transplante é o Hemocentro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). Em outubro, o centro chegou ao sexagésimo transplante autólogo de medula óssea realizado no Estado.

Desde de 2008, o Hemoce realiza, em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), o transplante autólogo, que se dá quando o paciente recebe células sadias da própria medula. Os 21 transplantes de medula óssea feitos neste ano já superam os 17 realizados no ano passado. Na Capital, foram dois transplantes em 2008, sete em 2009, 14 em 2010, 17 em 2011 e 21, até agora, em 2012.

Procedimentos

Existem dois tipos de transplantes, o autólogo e o alogênico. No Ceará, a técnica realizada é o transplante autólogo. O procedimento, feito pelo Hemoce e HUWC, é simples: os médicos descongelam as células sadias da medula que foram armazenadas e injetam no paciente, como se fosse uma transfusão de sangue normal.

Já o transplante alogênico é aquele em que o doador é uma terceira pessoa, com código genético compatível ao paciente.

Mais informações
Para ajudar Miguelzinho:
Banco do Brasil
Agência: 1218-1
Conta corrente: 48303-6
CPF: 609.964.873-95


LÍVIA LOPES
REPÓRTER

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