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Apoio ao Desenvolvimento Infantil é ampliado no Ceará

01:00 · 17.04.2018

O governo estadual expandiu o número de municípios atendidos pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin). O projeto piloto, iniciado em 2017, começou com 34 municípios com atendimento para 2.880 famílias. Neste ano, será ampliado para mais 15 municípios e sete cidades já atendidas no ano passado.

Ao todo, serão somadas 1.402 famílias nas ações. Na manhã de ontem, foi realizada solenidade de abertura da Formação para Expansão do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin) com a presença da primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, e do secretário da Educação em exercício, Rogers Mendes. O encontro ocorreu na Colônia Ecológica do Sesc Iparana, em Caucaia. O objetivo da formação é aprofundar os conhecimentos de cerca 350 educadores que atuarão diretamente com as famílias das crianças de 0 a 3 anos, beneficiadas pelo Programa.

Em 2017, mais de 500 professores e técnicos de Educação Infantil das redes públicas de ensino municipal e estadual participaram da formação. Neste ano, além dos novos representantes dos 35 municípios que integram o projeto-piloto, estarão presentes os Agentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs) e supervisores das 15 novas cidades que implementarão a iniciativa em 2018 e dos sete municípios que desenvolvem o programa em comunidades indígenas e quilombolas. As atividades seguirão até a sexta-feira (20), com palestras e oficinas.

O Padin tem como finalidade formar competências familiares necessárias para garantir o bem-estar físico, emocional, social, cultural, a linguagem, o desenvolvimento cognitivo, as habilidades de comunicação e os conhecimentos gerais na primeira infância. Ele faz parte de um dos eixos do Programa Mais Infância Ceará, desenvolvido pelo Gabinete da Primeira-Dama do Estado, que consiste em três pilares.

A professora Cristina Soares, 28, atua no Município de Moraújo. Segundo ela, a formação vem como uma luz na sala de aula. "Diariamente, passamos por situações em que o diálogo é a solução para tudo. Para o jovens, o entendimento pela conversa ainda é uma barreira".

Atendimentos

O Programa visa apoiar as famílias em condições de pobreza e vulnerabilidade social no cuidado e na educação de suas crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, prioritariamente que ainda não têm atendimento à creche, realizando visitas domiciliares, encontros coletivos e comunitários para acompanhar e orientar as mães, os pais e os cuidadores das crianças nessa faixa etária. No ano passado, o programa atendeu 2.711 famílias. Neste ano, serão 4.282 famílias assistidas. Atualmente, a iniciativa envolve 48 supervisores e 384 Agentes de Desenvolvimento Infantil.

"É a fase onde o ser humano mais desenvolve a parte cognitiva e emocional. É preciso de uma atenção integrada. A ideia é ir além da vertente da educação e ir de encontro com a relação da família. Serão realizadas visitas. Atividades lúdicas e de comunicação serão feitas por meio desses orientadores educacionais", explica Rogers Mendes.

Ao todo, serão investidos R$ 2,1 milhões no Programa em 2018. "É importante a adesão de mais municípios ao Pain. É um programa com foco no desenvolvimento infantil. A Seduc em parceria com os municípios mais de 4 mil famílias da zona rural. A STDS ficou com as famílias que estão em vulnerabilidade em zona urbana. Se somarmos tudo serão mais de 35 mil famílias. É um trabalho minucioso com encontros comunitários. O Padin é um programa com apoio do Banco Mundial. Até junho teremos avaliação de impacto desse programa", declarou Onélia.

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