Ambulatório tem situação precária - Cidade - Diário do Nordeste

Hospital Universitário

Ambulatório tem situação precária

26.01.2013

Profissionais reclamam das condições de trabalho no local; responsável afirma que situação será resolvida

Devido ao calor, o atendimento nos consultórios só é possível com ventiladores, que são insuficientes para os pacientes e funcionários Foto: José Leomar

Falta até lâmpada onde, numa área da Medicina, a tecnologia faz a diferença entre a vida e morte. Essa é a realidade enfrentada pelos profissionais - médicos e demais servidores - e pacientes do ambulatório de Hematologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). A situação precária foi denunciada, na manhã de ontem, pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufc).

De acordo com a entidade, há quatro meses os aparelhos de ar condicionado estão quebrados ou funcionando de modo precário, faltam medicamentos para pacientes em tratamento de quimioterapia e material de consumo, como papel, caneta.

Além do que, os assentos destinados aos doentes e familiares são em número insuficiente e muita gente tem que esperar atendimento em pé.

De acordo com o coordenador de formação sindical do Sintufc, Agenor Cardoso, desde novembro, representantes da entidade conversam com a direção do HUWC, mas até agora, só promessas. "Cobramos as providências urgentes para a resolução desses problemas", informa.

Segundo ele, em média, 60 pacientes por dia são atendidos pela unidade, o que contabiliza mais de mil pessoas por mês. "E eles não se tratam de doenças simples. Muitos têm leucemia e não podem interromper o tratamento, outros sofrem com linfomas, miomas ou anemias", ressalta Cardoso.

Calor

O atendimento nos consultórios médicos só é possível depois da colocação de ventiladores. "O que não chega para quem quer", aponta outra paciente, Elisabete Maria Ribas.

As filhas da aposentada Maria Antônia de Menezes, Regina e Edineuza, reclama do calor quase insuportável nos consultórios. "Tenho pena também dos médicos que ficam encharcados de suor. Minha mãe quase passou mal no mês passado", conta.

A vendedora autônoma Rosa Ferreira da Silva revela que está indignada com a situação de precariedade da unidade. Sua irmã, Ana Paula, se submete a sessões de quimioterapia e, devido ao calor, passou muito mal na semana passada. "Foi e está sendo muito difícil. O que quero é que esse problema se resolva o mais breve possível", frisa.

O chefe do Serviço de Hematologia do HUWC, Fernando Barroso, garantiu que está ciente da situação e que o caso já está sendo resolvido.

O ambulatório funciona em prédio anexo cedido pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce).

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