Afogamento

Acidente afeta crianças em casa

01:00 · 28.04.2018

Durante a infância, em especial nos primeiros anos, todo cuidado por parte dos pais e responsáveis é pouco. O perigo se apresenta aos pequenos até mesmo em lares precavidos. Baldes cheios de água, por exemplo, podem ser o pivô da segunda maior causa de óbitos de crianças no Brasil: o afogamento.

Somente no Ceará, em 2015, 39 crianças morreram por afogamento, segundo os dados mais recentes divulgados pela ONG Criança Segura. Em âmbito nacional, o número cresce para 943, representando uma média de 3 óbitos por dia, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Por acontecer de forma rápida e silenciosa, o acidente pode ocorrer durante os poucos instantes em que a criança não estiver sendo observada.

A situação evolui com igual rapidez: conforme informações da ONG, em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos, danos irreversíveis ao cérebro podem ocorrer.

Um dos casos mais recentes aconteceu no município de Umari, a 411Km de Fortaleza, onde uma criança de 3 anos e 4 meses foi vítima de afogamento após cair em um balde preenchido por 20 litros de água. O incidente ocorreu na última quinta-feira (26). Casos semelhantes foram registrados nos municípios de Juazeiro do Norte e Cedro, ambos em novembro de 2017.

A primeira atitude a ser tomada pelos pais que encontrarem seus filhos nesta situação é telefonar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pedir orientação até que o socorro chegue, segundo Francielze Lavor, pediatra do Instituto Doutor José Frota (IJF).

"O ideal seria que os pais fizessem curso de primeiros socorros para realizar as primeiras manobras do salvamento, uma compressão torácica, respiração boca a boca, pra poder salvar a criança. Na hora que ela se afoga, falta oxigênio para o corpo e, principalmente, para o cérebro. Ainda que não cause a morte, isso pode trazer sérias sequelas", explica a pediatra.

O perfil mais frequente das vítimas de afogamento na infância é de crianças com até cinco anos de idade. "As causas são, basicamente, a curiosidade da criança, a necessidade de explorar ambientes novos e o fato de não ter noção do que põe a vida dela em risco. Além disso, a falta de vigilância por parte dos pais e dos cuidadores", diz Francielze.

Para prevenir o acidente, os responsáveis devem sempre supervisionar as crianças que estiverem dentro ou próximas da água. É preciso manter baldes e bacias vazios, virados para baixo e fora do alcance de crianças.

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